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O Retorno do Apóstolo Chico Xavier
Joanna de Ângelis
Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que
deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.
Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente
na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo
durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o
dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que
deveria travar para alcançar o porto de segurança.
Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura
estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as
providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a
crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.
Adversários do ontem que se haviam reencarnado também,
crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas
ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal
que lhe dirigiam.
Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda
ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a
integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas
da sociedade, nem aos sentimentos vis.
Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as
Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.
Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da
solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos
incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo
para outras tantas existências.
Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando
sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem
apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.
Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de
herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo,
tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência
para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da
mediunidade.
Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando,
direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.
Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o
decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e
fidelidade ao compromisso assumido.
Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos
ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca
desertando das suas tarefas.
As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava
através da oração e do exercício intérmino da caridade.
A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no
entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da
Espiritualidade.
Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.
Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as
discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e
longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.
Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo,
conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono
natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto
quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e
cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.
Por isso mesmo, o seu foi mediunato incomparável.
...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o
corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus,
que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:
- Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as
tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.
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Depressão na Visão Espírita
Por: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados
patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso
somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se
joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao
estado sombrio em que se homizia.
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver
sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de
existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos
profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de
ocorrências da atual.
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já
não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação
inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de
parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia,
gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta
em que reincide no comportamento emocional.
A depressão é sempre uma forma patológica do estado
nostálgico.
Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que
se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si
mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem
permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do
organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular,
caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando
harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando
apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a
deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais
serve.
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou
vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de
desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares,
tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta
psicológica.
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse
pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações
que eram motivadoras para o sentido da vida.
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se
encontre em um lugar onde não está a sua realidade.
Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da
ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na
descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de
depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço,
acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por
muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando
também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade
é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem
infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se
está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos
os seus elementos.
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os
níveis da personalidade humana: corpo e mente.
O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se
no primeiro, na sua qualidade de exteriorização.
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se -
tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados
nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam
liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da
carga emocional perturbadora.
Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no
comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da
personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato
com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência
indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo
contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente
estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor
dos outros.
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu
problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se
não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva,
fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estóica em que se apraz,
negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no
transtorno depressivo.
Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva,
mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz
para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de
uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna,
afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser
percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos
harmônicos...
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados
depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega,
considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se
por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se
acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e
lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou
qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá
gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito
pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma
negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando
completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos
obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o
suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico, direcionando o
paciente para a etapa trágica da autodestruição.
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de
relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se
encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição
para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui
dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que
sob a terapia de neurolépticos.
O encontro com a consciência, através de avaliação das
possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da
fixação da idéia depressiva, da autocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação
construtora.
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos
corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui
de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de
força.
Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que
conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, commo também a espírita),
a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o
concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se
fazem indispensáveis.
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo
paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares,
com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo,
geram mais
complexidades e dificuldades de recuperação.
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a
criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores
psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos
recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para
o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.
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Terrorismo na visão Espírita
Por: Joanna de Ângelis
No livro Triunfo pessoal (psicografado por Divaldo Franco),
Joanna de Angelis aborda a temática do terrorismo. Segundo ela, devido “à predominância
da natureza animal sobre a natureza espiritual e o desbordar das paixões, o
ser humano, em determinados estágios da evolução, mantém as heranças primevas,
os instintos primários que sobrepujam os valiosos tesouros da inteligência, do
discernimento, da razão, da consciência”.
“São
eles que dão campo ao desenvolvimento da perversidade que não trepida em matar,
de forma que a sua truculência emocional prevaleça.”
E
segue:
“(…) A
ausência dos sentimentos que engrandecem o indivíduo, o desvio para as
estruturas esquizofrênicas, liberam as forças hediondas do primitivismo que se
impõe pela tirania, abraçando o fanatismo que o caracteriza como primário,
possuindo, a partir de então, um objetivo estimulador para dar campo ao que lhe
é característica de evolução em nível inferior do processo de cultura e de
emoção”.
“Pode,
não poucas vezes, desenvolver a inteligência, adquirir conhecimento
tecnológico, abraçando causas que parecem nobres, mas que somente constituem
fugas do conflito perturbador para exibir a turbulência interior, a odiosidade
que preserva no íntimo em relação aos demais com quem convive ou não e, por
extensão, contra toda a sociedade”.
“(…)
Em razão da estrutura psicológica mórbida, possui graves desvios da libido,
invariavelmente atormentado nas suas manifestações, com severos distúrbios das
funções sexuais, ocultando o vazio existencial na exorbitância dos instintos
agressivos nos quais se compraz”.
“(…)
Exilando-se em antros sórdidos onde se refugiam, repetindo o inconsciente
pessoal que busca esconder-se por sentir-se inferior, incapaz de despertar
qualquer interesse digno dos seus coevos, o terrorista é um psicopata
congênito, mesmo que se expresse como portador de equilíbrio que bem disfarça,
em razão as peculiaridades de toda uma existência de simulação, na qual esteve
assinalado pela covardia e desespero íntimo de saber-se não aceito, que é o
ressumar do conflito de inferioridade”.
“Naturalmente,
como decorrência da sua insânia, pode fomentar o surgimento de outros
portadores dos mesmos sentimentos de perversidade, trabalhando a infância e a
juventude – materiais humanos muito próprios – mediante os processos de lavagem
cerebral, induzindo a ódios irracionais e necessidade de destruição, que se
iniciam pela perda do sentido existencial, que somente possui significado até o
momento de alcançar a sua meta destrutiva”.
“(…)
Caso se permitisse terapia própria, o terrorista desenvolveria o sentimento de
amor nele existente, mas não cuidado, conseguindo ultrapassar o nível de
hediondez para o da fraternidade, saindo da consciência de sono para
outro patamar de lucidez, de despertamento”.
“(…)
Ainda nesse caso, defronta-se um Self em manifestação
primitiva, com todas as expressões de beleza soterradas no inconsciente
pessoal, que se transferem de uma existência física para outra sob ódio
incoercível, em razão de alguma injustiça ou calamidade vivenciada e não
absorvida pela razão”.
“O
amor que a Humanidade lhe ofereça será a terapia mais segura para diminuir-lhe
a angústia. Ao invés do revide pelo ódio, que mais lhe aguça os instintos
repressores, o amor alcança-o suavemente e deixa de lhe vitalizar o
ressentimento contra a sociedade, que o torna herói de fancaria,
insignificante, mas hediondo, atormentado e desditoso”.
.
Sexo e Amor, por Joanna de Ângelis
Por: Joanna de Ângelis
Na sua globalidade, o
amor é sentimento vinculado ao Self enquanto que a busca do prazer sexual está
mais pertinente ao ego, responsável por todo tipo de posse.
O sentimento de amor pode levar a uma comunhão sexual, sem
que isso lhe seja condição imprescindível. No entanto, o prazer sexual pode ser
conseguido pelo impulso meramente instintivo, sem compromisso mais
significativo com a outra pessoa, que, normalmente se sente frustrada e usada.
Os profissionais do sexo, porque perdem o componente
essencial dos estímulos, em razão do abuso de que se fazem portadores, derrapam
nas explosões eróticas, buscando recursos visuais que lhes estimulem a mente, a
fim de que a função possa responder de maneira positiva. Mecanicamente se
desincumbem da tarefa animal e violenta, tampouco satisfazendo-se, porquanto
acreditam que estão em tarefa de aliciamento de vidas para o comércio
extravagante e nefando da venda das sensações fortes, a que se habituaram.
O amor, como componente para a função sexual, é meigo e
judicioso, começando pela carícia do olhar que se enternece e vibra todo o
corpo ante a expectativa da comunhão renovadora.
Essa libido tormentosa, veiculada pela mídia e exposta nas
lojas em forma de artefatos, torna-se aberração que passa para exigências da
estroinice, resvalando nos abismos de outros vícios que se lhe associam.
Quando o sexo se apresenta exigente e tormentoso, o indivíduo
recorre aos expedientes emocionais da violência, da perseguição, da hediondez.
Os grandes carrascos da Humanidade, até onde se os pode
entender, eram portadores de transtornos sexuais, que procuravam dissimular,
transferindo-se para situações de relevo político, social, guerreiro, tornando-se
temerários, porque sabiam da impossibilidade de serem amados.
Quando o amor domina as paisagens do coração, mesmo existindo
quaisquer dificuldades de ordem sexual, faz-se possível superá-las, mediante a
transformação dos desejos e frustrações em solidariedade, em arte, em
construção do bem, que visam ao progresso das pessoas, assim como da
comunidade, tornando-se, portanto, irrelevantes tais questões.
O ser humano, embora vinculado ao sexo pelo atavismo da
reprodução, está fadado ao amor, que tem mais vigor do que o simples intercurso
genital.
Sem dúvida, por outro lado, as grandes edificações de
grandeza da humanidade tiveram no sexo o seu élan de estímulo e de força. Não
obstante, persegue-se o sucesso, a glória efêmera, o poder para desfrutar dos
prazeres que o sexo proporciona, resvalando-se em equívoco lamentável e
perturbador.
O amor à arte e à beleza igualmente inspirou Miguel Ângelo a
pintar a capela Sistina, dentre outras obras magistrais, a esculpir la Pietá e
o Moisés; o amor à ciência conduziu Pasteur à descoberta dos micróbios; o amor
à verdade levou Jesus à cruz, traçando uma rota de segurança para as criaturas
humanas de todos os tempos...
O amor é o doce elevo que embriaga de paz os seres e os
promove aos píncaros da auto-realização, estimulando o sexo dignificado,
reprodutor e calmante.
Sexo, em si mesmo, sem os condimentos do amor é impulso
violento e fugaz.
.
Feminismo e Espiritismo
Por: Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Franco
A ânsia de liberdade encontra-se ínsita no ser humano, por constituir-se uma das leis da vida.
O espírito é livre, sopra onde quer, conforme acentuou Jesus, no Seu diálogo com Nicodemos, o célebre doutor da lei, não podendo alcançar a meta da evolução a que está destinado, se se encontra sob coarctação de qualquer natureza.
A Lei de liberdade de pensamento, de palavra e de ação, é conferida ao ser humano que, da maneira como a utilize, será responsabilizado pela própria consciência que reflete o Divino Pensamento.
Como é natural, o anseio da busca dos mesmos direitos que ao homem sempre foram concedidos, ou pelo menos da sua equiparação sempre repontou através da História, quando algumas mulheres impossibilitadas de lograr o triunfo anelado, conseguiram-no através da maternidade, da beleza, da sedução sexual, da astúcia, da inteligência, da santidade, como ocorreu com Dalila, Judite, a rainha de Sabá, Cleópatra, Maria de Nazaré, Teodósia, Teodora, santa Teresa d’Ávila e as pioneiras nas ciências, na filosofia, nas artes, nas religiões…
Elas e muitas outras abriram o espaço para o respeito de que são credoras todas as mulheres, encontrando maio ressonância, em face do desenvolvimento cultural do século passado, no movimento denominado Feminismo.
A ideia feliz, iniciada por verdadeiras heroínas, que foram imoladas umas, outras execradas e perseguidas, encontrou vultos de alta magnitude, que reuniram a inteligência ao sentimento demonstrando que a fragilidade orgânica, de forma alguma tem a ver com a ausência de valores administrativos, de conhecimentos gerais, de especificidade tecnológica… Missionárias, que lutaram contra a intolerância, destacaram-se em diversos períodos históricos afirmando que a biologia não é fatalidade na definição da capacidade mental e cultural, quebrando as primeiras cadeias da intolerância.
Por fim, na segunda metade do século passado, quando da superação de muitos dos preconceitos ancestrais em várias áreas do comportamento humano, o que sempre gerou dificuldades nos relacionamentos e graves conflitos psicológicos, ergueu-se a bandeira dos direitos da mulher, abruptamente, enfrentando as antiquadas discriminações, torpes no seu conteúdo e cruéis na sua aplicação, exigindo leis e oportunidades justas para todos os cidadãos.
Como é compreensível, a rebelião sexual foi o estopim que produziu o grande impacto social, em relação às mulheres insatisfeitas e infelizes, graças aos impositivos da ignorância e da perversidade, após os relatórios de Hitt, demonstrando quanto a mulher era objeto de erotismo, das aberrações masculinas, desrespeitada nos seus sentimentos, sem o menor direito às sensações da afetividade e do conúbio físico, ao mesmo tempo desvelando os inúmeros conflitos masculinos disfarçados no machismo vergonhoso.
Espíritos em processo de crescimento, ambos os sexos experimentam equivalentes dificuldades e tormentos na maneira de expressar-se, como decorrência das experiências transatas, infelizes umas, perturbadoras outras, malsucedidas muitas…
A represa das emoções começou a romper-se e personagens atormentadas, utilizando-se da oportunidade, passaram a comandar o novo Movimento, sem dar-se conta da intolerância e do ressentimento mal contido, desafiando os cânones ancestrais e os conceitos de então, desbordando em exagerados comportamentos, que nada têm a ver com a dignidade, o equilíbrio e os direitos femininos.
Logo surgiram as oportunistas, que carregavam transtornos vários, perturbações emocionais necessitadas de terapia especializada, para exigir novas regras, algumas aberrantes, de maneira a impor-se, numa aparente vitória contra a correnteza.
Lentamente, como sempre ocorre, do exagero surgiram os reais propósitos de valorização da mulher, abrindo-se-lhe as portas de acesso a trabalhos e atividades antes reservados somente aos homens, nos quais foram demonstrados os valores e as habilidades elevados do sexo feminino, competindo em qualidade com o masculino.
Certamente ainda se vivencia um período de afirmação, no qual a contribuição psicológica por intermédio de terapias especializadas e de valorização dos sentimentos antes desconsiderados, em detrimento dos absurdos contributos da força e da imposição machista, torna-se indispensável.
Como prejuízos iniciais, em um movimento de tal significado, no qual são necessárias as adaptações psicológicas, em face dos traumas de curso demorado através dos tempos, houve a irrupção da liberdade que se vem fazendo libertina, com olvido dos reais compromissos, substituídos pelos vícios masculinos, que a mulher parecia invejar. O tabagismo, o alcoolismo, hoje em expressão mais volumosa, em alguns países, entre as mulheres, o sexo licencioso e vulgar, dando surgimento a novos conflitos desgastantes e perturbadores que decorrem do prazer sem emoção, do gozo sem amor, do tédio, após a vivência do anelado que não preenche o vazio existencial.
A depressão, a síndrome do pânico e outros conflitos substituem os anteriores da timidez, do medo, da discriminação, a estes, muitas vezes, somando, demonstrando que algo não está funcionando como seria de desejar.
Ocorre que a mulher é essencialmente mãe, em face da sua constituição biológica e psicológica, forte e frágil na estrutura emocional, vigorosa e meiga por imposição evolutiva, não se devendo furtar ao ministério da procriação.
A necessidade, porém, de autoafirmação, de autoconfiança, de demonstração da personalidade, numa espécie de desforço que dormia no inconsciente, tem levado muitas mulheres a opor-se terminantemente à maternidade, justificando a necessidade de triunfar o trabalho, na profissão, no mundo dos negócios, como se uma opção eliminasse ou impedisse a outra…
Por outro lado, desejando a maternidade, delega a outros a função educativa dos filhos, fugindo à responsabilidade do lar, ao qual retorna cansada, ansiosa, quando não estressada ou amargurada…
Todo exagero sempre gera consequências lamentáveis, e, no caso em tela, a negação da maternidade, como a maternidade irresponsável respondem por danos emocionais e sociais cujos efeitos, a pouco e pouco, vêm sendo apresentados na sociedade, em forma de drogadição juvenil, criminalidade entre jovens, violência e abuso de toda ordem, orfandade de pais vivos…
Os homens, pelo mau hábito de considerar a sua suposta superioridade, sempre delegaram à mulher o provimento moral da família, a sustentação emocional do lar e dos filhos, ficando ao largo das responsabilidades dessa natureza. Muitas vezes, igualmente, fecundou a mulher e abandonou-a, empurrando-a para a prostituição ou o desespero, olvidando-se totalmente da família…
Como efeito psicológico do ressentimento feminino mal contido por séculos sucessivos, aveio a reação, mediante a qual a mulher, procurando evadir-se da responsabilidade maternal, ou não desejando filhos, que sempre se apresentam como obstáculos ou impedimentos à sua ascensão no mundo das disputas financeiras e sociais, sente-se liberada do compromisso.
Essa interpretação equivocada e infeliz, defluente do feminismo exagerado, tem produzido danos emocionais muito graves nos sentimentos da mulher, frustrando-a e deixando-a em solidão destrutiva.
Cabe seja revista a situação do feminismo de revide, porque a organização genésica da mulher estruturalmente não está capacitada para as experiências múltiplas do sexo sem amor, sem responsabilidade, conforme sempre foi imposta àquelas que têm sido empurradas para os prostíbulos de perversão e de indignidade humana, como escravas das paixões asselvajadas de psicopatas aturdidos sedentos de gozo animalizado…
O direito à liberdade de ação, de deliberação e escolha no lar e na sociedade é conquista que a mulher adquiriu e que não pode ser confundida com arrogância nem procedimentos de confrontos, nos quais os conflitos interiores predominam em fugas inúteis que surgem como soluções apressadas, e que não resolvem o grave problema dos relacionamentos humanos, sejam nas parcerias afetivas ou noutras quaisquer.
Mensagem de Joanna de Ângelis sobre o Perdão
Autor: Joanna
de Ângelis
Psicografia: Divaldo Franco
Psicografia: Divaldo Franco
Sim, deves
perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase
dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente,
e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de
compaixão e amor.
Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do
perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.
Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.
Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.
Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.
Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.
Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.
Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.
Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!
A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdecendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.
Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!
Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.
"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". (Mateus: 18-22)
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.
Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.
Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.
Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.
Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.
Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.
Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.
Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!
A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdecendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.
Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!
Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.
"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". (Mateus: 18-22)
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto
aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela
consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". (O Evangelho Segundo O
Espiritismo, Cap. X - Item 4)
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Bom Ânimo
Por: Joanna
de Ângelis
Psicografia:
Divaldo Pereira Franco
Hoje experimentas maior soma de
aflições. Observaste a grande mole dos sofredores: mães desnutridas apertando
contra o seio sem vitalidade filhos, misérrimos, desfalecidos, quase mortos;
mutilados que exibiam as deformidades à indiferença dos passantes na via
pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante o desprezo a que se
entregavam nos "pontos" de mendicância em que se demoram; ébrios
contumazes promovendo desordens lamentáveis; enfermos de vária classificação
desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados pela
revolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos...
Pareceu-te mais tristonha a
paisagem humana, e consideras mentalmente os dramas íntimos que vergastam o
homem, na atual conjuntura social, moral e evolutiva do Planeta.
Examinas as próprias
dificuldades, e um crepúsculo de sobras lentamente envolve o sol das tuas
alegrias e esperanças.
Não te desalentes, porém.
O corpo é oportunidade iluminava
mesmo para aqueles que te parecem esquecidos e que supões descendo os degraus
da infelicidade na direção do próprio aniquilamento.
Nascer e morrer são acidentes
biológicos sob o comando de sábias leis que transcendem à compreensão comum.
Há, no entanto, acompanhando
todos os caminhantes a forma carnal, amorosos Benfeitores interessados na
libertação deles. Não os vendo, os teus olhos se enganam na apreciação; não os
ouvindo, a tua acústica somente registra lamentos; não os sentindo, as parcas
percepções de que dispões não anotam suas mãos quais asas de caridade a envolvê-los
e sustentá-los.
Perdido em meandros o rio
silencioso e perseverante se destina ao mar. Agita e submissa nas mãos do
oleiro a argila alcança o vaso precioso. Sofrido o Espírito nas malhas da lei
redentora atinge a paz.
Ante a sombra espessa da noite
não esqueças o Sol fulgurante mais além. E aspirando o sutil aroma de preciosa
flor não olvides a lama que lhe sustenta as raízes...
Viver no corpo é também resgatar.
O Espírito eterno, evoluindo nas
etapas sucessivas da vestimenta carnal, se despe e se reveste dos tecidos
orgânicos para aprender e sublimar.
Numa jornada prepara o
sentimento, noutra aprimora a emoção, noutra mais aperfeiçoa a inteligência...
Nascer ou renascer simplesmente
não basta. O labor, interrompido, pois, prosseguirá agora ou depois. Não
cultives, portanto, o pessimismo, nem te abatam as dores.
Cada um se encontra no lugar
certo, à hora própria e nas circunstâncias que lhe são melhores para a
evolução. Não há ocorrência ocasional ou improvisada na Legislação Divina.
Quando retornou curado para
agradecer a Jesus da morféia de que fora libertado, o samaritano que formava o
grupo dos dez leprosos, conforme a narração evangélica, fez-nos precioso
legado: o do reconhecimento.
Quando o centurião afirmou ao
Senhor que uma simples ordem Sua faria curado o seu servo, ofertou-nos sublime
herança: a fé sem limites.
Quando a hemorroíssa, vencendo
todos os obstáculos, tocou o Rabi, deixou-nos precioso ensino: a coragem da
confiança.
Identificado ao espírito do
Cristo, não te deixes consumir pelo desespero ou pela melancolia, sob revolta
injustificada ou indiferença cruel. Persevera, antes, no exame da verdade e
insiste no ideal de libertação interior, ajudando e prosseguindo, além, porque
se hoje a angústia e o sofrimento te maceram, em resgate que não pode
transferir, amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade
em maravilhoso amanhecer de perene paz.
"Tem ânimo filhos: perdoados
são os teus pecados." - Mateus: 9-2.
"Deus não dá prova superior
às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não
sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade". - E.S.E. Cap. XIV
Item 9.
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Filosofia de Compreensão
Por: Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
No transcurso de um dia, não faltam
motivos para revides, agressões, quedas morais.
Uma pessoa
desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra, irreverente,
diz-te um doesto e segue, sorrindo.
Mais alguém, em
desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe inspiras.
Outrem mais, de
quem sabes que te censura, e, mentindo contra ti, acusa- te, levianamente...
Tens vontade de
reagir.
"Também sou
humano" - costumas pensar.
Somente que reações
semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves nivelar-te às
pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior,
e não pela sua mesquinhez.
Ninguém passa, na
Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada qual julga os
outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.
O que se não
possui, é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.
*
Não é necessário
que se te despersonalizes evitando apresentar-te conforme és.
Faz-se mister que
te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos
outros.
Lapidando as tuas
arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles que são
exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem,
padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais,
vivem indispostos.
Será que esses
perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes?
Segue em paz,
durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da compreensão e da
solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.
Isto será melhor
para ti e para todos.
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A Psicologia da Oração
Por: Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Pereira Franco
Convencionou-se, ao longo do tempo,
que a oração é um recurso emocional e psíquico para rogar e receber benefícios
da Divindade, transformando-a em instrumento de ambição pessoal, realmente
distante do seu alto significado psicológico.
A oração é um
precioso recurso que faculta a aquisição da autoconsciência, da reflexão, do
exame dos valores emocionais e espirituais que dizem respeito à criatura
humana.
Tornando-se
delicado campo de vibrações especiais, faculta a sintonia com as forças vivas
do Universo, constitui veículo de excelente qualidade para a vinculação da
criatura com o seu Criador.
Todos os seres
transitam vibratoriamente em faixas especiais que correspondem ao seu nível
evolutivo, ao estágio intelecto-moral em que se encontram, às suas aspirações e
aos seus atos, nos quais se alimentam e constroem a existência.
A oração é o
mecanismo sublime que permite a mudança de onda para campos mais sensíveis e
elevados do Cosmo.
Orar é ascender na
escala vibratória da sinfonia cósmica.
Em face desse
mecanismo, torna-se indispensável que se compreenda o significado da prece, sua
finalidade e a maneira mais eficaz pela qual se pode alcançar o objetivo
desejado.
Inicialmente, orar
é abrir-se ao amor, ampliar o círculo de pensamentos e de emoções, liberando-se
dos hábitos e vícios, a fim de criar-se novos campos de harmonia interior, de
forma que todo o ser beneficie-se das energias hauridas durante o momento
especial.
A melhor maneira de
alcançar esse parâmetro é racionalmente louvar a Divindade, considerando a
grandeza da Criação, permitindo-se vibrar no seu conjunto, como seu filho,
assimilando as incomparáveis concessões que constituem a existência.
Considerar-se
membro da família universal, tendo em vista a magnanimidade do Pai e Sua
inefável misericórdia, enseja àquele que ora o bem-estar que propicia a captação
das energias saudáveis da vida.
Logo depois,
ampliar o campo do raciocínio em torno dos próprios limites e necessidades
imensas, predispondo-se a aceitar todas as ocorrências que dizem respeito ao
seu processo evolutivo, mas rogando compaixão e ajuda, a fim de errar menos,
acertar mais, e de maneira edificante, o passo com o bem.
Nesse clima
emocional, evitar a queixa doentia, a morbidez dos conflitos e exterioridades
ante a magnitude das bênçãos que são hauridas, apresentando-se desnudado das
aparências e circunlóquios da personalidade convencional.
Não é necessário
relacionar sofrimentos, nem explicitar anseios da mente e do coração, porque o
Senhor conhece a todos os Seus filhos, que são autores dos próprios destinos e
ocorrências, mediante o comportamento mantido nas multifárias experiências da
evolução.
Por fim, iluminado
pelo conhecimento da própria pequenez ante a grandeza do Amor, externar o
sentimento de gratidão, a submissão jubilosa às leis que mantêm o arquipélago
de astros e a infinitude de vidas.
*
Tudo ora no Cosmo,
desde a sinfonia intérmina dos astros em sua órbita, mantendo a harmonia das
galáxias, até os seres infinitesimais no mecanismo automático de reprodução,
fazendo parte do conjunto e da ordem estabelecidos.
Em toda parte vibra
a vida nos aspectos mais complexos e simples, variados e uniformes.
Sem qualquer
esforço da consciência, circula o sangue por mais de 150 mil quilômetros de
veias, vasos, artérias, em ritmo próprio para a manutenção do organismo humano tanto
quanto de todos os animais.
Funções outras
mantidas pelo sistema nervoso autônomo obedecem a equilibrado ritmo que as
preserva em atividade harmônica.
As estações do
tempo alternam-se facultando as variadas manifestações dos organismos vivos
dentro de delicadas ondas de luz e de calor que lhes possibilitam a existência,
a manifestação, o desabrochar, o adormecimento, a espera.
O ser humano,
enriquecido pela faculdade de pensar e dotado do livre-arbítrio, que lhe
propicia escolher, atado às heranças do primarismo da escala animal ancestral
pela qual transitou, experiência mais as sensações do imediato do que as
emoções da beleza, da harmonia, da paz, da saúde integral,
Reconhece o valor
incalculável do equilíbrio, no entanto, estigmatizado pela herança do prazer
hedonista, entrega-se-lhe à exorbitância pela revolta nos transtornos de
conduta, como forma de imposição grotesca.
Ao descobrir a
oração, logo se permite exaltar falsas ou reais necessidades, desejando
respostas imediatas, soluções mágicas para atendê-las, distantes do esforço
pessoal de crescimento e de reabilitação.
É claro que aquele
que assim procede não alcança as metas propostas, pois que elas ainda não podem
apresentar-se por nele faltarem os requisitos básicos para o estabelecimento da
harmonia interior.
A oração é campo no
qual se expande a consciência e o Espírito eleva-se aos páramos da luz
imarcescível do amor inefável.
Quem ora ilumina-se
de dentro para fora, tornando-se uma onda de superior vibração em perfeita
consonância com a ordem universal.
O egoísmo, os
sentimentos perversos não encontram lugar na partitura da oração.
Torna-se necessário
desfazer-se desses acordes perturbadores, para que haja sincronização do
pensamento com as dúlcidas notas da musicalidade divina.
A psicologia da
oração é o vasto campo dos sentimentos que se engrandecem ao compasso das
aspirações dignificadoras, que dão sentido e significado à existência na Terra.
Inutilmente,
gritará a alma em desespero, rogando soluções para os problemas que lhe compete
equacionar, mesmo que atraindo os numes tutelares sempre compadecidos da
pequenez humana.
Desde que não
ocorre sintonia entre o orante e a Fonte exuberante de vida, as respostas,
mesmo quando oferecidas, não são captadas pelo transtorno da mente exacerbada.
*
Quando desejares
orar, acalma o coração e suas nascentes, assumindo uma atitude de
humildade e de aceitação, a fim de que possas falar àquele que é o Pai de
misericórdia, que sempre providencia todos os recursos necessários à aquisição
humana da sua plenitude.
Convidado a ensinar
aos seus discípulos a melhor maneira de expressar a oração, Jesus foi taxativo
e gentil, propondo a exaltação ao Pai em primeiro lugar, logo após as rogativas
e a gratidão, dizendo:
- Pai Nosso, que
estais nos Céus...
Entrega-te, pois, a
Deus, e nada te faltará, pelo menos tudo aquilo que seja importante à conquista
da harmonia mediante a aquisição da saúde integral.
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