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O Espírito de um político corrupto da reunião mediúnica


O Espírito comunicante se encontrava atordoado. Gritava enlouquecido e pedia perdão pelas suas faltas.

Dizia-se arrependido porque havia perdido uma existência inteira. Tinha reencarnado para auxiliar as pessoas no exercício da política e houvera fracassado.

Fracassara frente ao desafio quando todos os recursos foram-lhe conferidos por Deus para sua vitória, que seria trabalhar por um país mais justo. Desviara dinheiro público (que é do povo) que deveria ser aplicado na educação, saúde, transporte e infraestrutura para benefício próprio.

E gritava desesperadamente: – Minhas mãos, cadê minhas mãos?

O Espírito porque tinha um grande sentimento de culpa fizera com que suas mãos – que sempre se lhe apresentavam sujas – desaparecessem aos seus olhos. Encontrava-se mutilado.

Ninguém engana a Lei de Deus que é inexorável e incorruptível.


Após o diálogo esclarecedor e a assistência espiritual necessária para o caso, afastou-se um pouco melhor e mais calmo.

A PRECE NAS REUNIÕES ESPÍRITAS

Nos primórdios do Espiritismo não era comum orar na abertura das reuniões espíritas. Não sabemos ao certo quando a prática da oração passou a fazer parte das sessões práticas, mas não é possível ignorar que o Espírito de Santo Agostinho foi um dos primeiros Espíritos, senão o primeiro, a sugeri-la.
No cap. XXXI d´O Livro dos Médiuns, no subcapítulo intitulado “Sobre as Sociedades Espíritas”, Kardec tratou do assunto, ao inserir ali importante mensagem assinada por Santo Agostinho.
Eis o teor da mensagem:
“Por que não começais as vossas sessões por uma invocação geral, uma como prece, que disponha ao recolhimento? Porque, ficai sabendo, sem o recolhimento, só tereis comunicações levianas; os bons Espíritos só vão aonde os chamam com fervor e sinceridade. É o que ainda os homens não compreendem bastante. Cabe-vos, pois, dar o exemplo, vós que, se o quiserdes, podereis tomar-vos uma das colunas do novo edifício.
Observamos com prazer os vossos trabalhos e vos ajudamos, porém, sob a condição de que também, de vosso lado, nos secundeis e vos mostreis à altura da missão que fostes chamados a desempenhar.
Formai, portanto, um feixe e sereis fortes e os maus Espíritos não prevalecerão contra vós. Deus ama os simples de espírito, o que não quer dizer os tolos, mas os que se renunciam a si mesmos e que, sem orgulho, para ele se encaminham.
Podeis tornar-vos um foco de luz para a humanidade. Sabei, logo, distinguir o joio do trigo; semeai unicamente o bom grão e preservai-vos de espalhar o joio, por isso que este impedirá que aquele germine e sereis responsáveis por todo o mal que daí resulte; de igual modo, sereis responsáveis pelas doutrinas más que porventura propagueis.
Lembrai-vos de que um dia pode vir em que o mundo tenha postos sobre vós os olhos. Fazei, conseguintemente, que nada empane o brilho das boas coisas que saírem do vosso seio. Por isso é que vos recomendamos pedirdes a Deus que vos assista.”
Segundo Kardec, solicitado a ditar uma fórmula de invocação geral, Santo Agostinho respondeu:
“Sabeis que não há fórmula absoluta. Deus é infinitamente grande para dar mais importância às palavras do que ao pensamento. Ora, não creiais baste pronuncieis algumas palavras, para que os maus Espíritos se afastem. Fugi, sobretudo, de vos servirdes de uma dessas fórmulas banais que se recitam por desencargo de consciência. Sua eficácia reside na sinceridade do sentimento que a dita; está, sobretudo, na unanimidade da intenção, porquanto aquele que se lhe não associe de coração não poderá beneficiar-se dela, nem fazer que os outros se beneficiem. Redigi-a, pois, vós mesmos e submetei-ma, se quiserdes. Eu vos ajudarei.”
Hoje, passados 152 anos desde a publicação d´O Livro dos Médiuns, não é difícil compreender o motivo da recomendação acima transcrita, visto que o valor da oração e do pensamento elevado é algo bem conhecido no meio espírita.
Com efeito, diz-nos André Luiz ("Missionários da Luz", cap. 5): "A prece, a meditação elevada, o pensamento edificante refundem a atmosfera, purificando-a". "O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar".
Corroborando esse entendimento, Emmanuel informa ("Pensamento e Vida", cap. 2 e 26): "A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino".
Não foi, pois, sem razão que Kardec estabeleceu que a prece não deve faltar nas reuniões espíritas sérias, aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos, devendo ser dita tanto no início quanto no término da reunião, orientação que ele consignou em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, itens 4 a 7. 


Mediunidade

Valter Viana
Muitas civilizações transformaram-se em pó dos tempos não decorrer, mas o intercâmbio mediúnico ficou documentado. Processos de vivência humana evoluíram em todos os planos, porém o processo de troca entre o plano espiritual e terreno continuou o mesmo.
Grandiosas direcionado pelas forças do mundo espiritual, foram muitos homens e continuam sendo instrumentos da espiritualidade. A mediunidade é uma faculdade que permite o intercâmbio entre o mundo dos encarnados eo dos espíritos, viabilizando uma oportunidade de transmitir e sentir as sensações e comunicações entre estes dois planos.
O livro "Lírios de Esperança" nos dá conhecimento de que "O momento convergem todas as conquistas humanas para uma criatura da espiritualização e pelo desenvolvimento de seus valores nobres e divinos" (pág. 36) que é "A vitalidade do movimento em torno dos postulados espíritas dependerá de uma nova ordem cultural em todos os seus setores de ação, especialmente na mediunidade da Sementeira "(pág. 38).A ocorrência dos fenômenos mediúnicos, cujos registros datam mais Remotas das eras, o que revela ser um dom por Deus concedido, começou a ser estudado mais criteriosamente em meados do século XIX. Passado este pequeno lapso temporal, acreditamos que temos profundo conhecimento acerca de matéria tão complexa, ledo engano, pois sabemos pouco, ainda, sobre mediunidade e, também, sobre a vida espiritual e tal assertiva é confirmada na obra já citada "... O farto material sobre a vida aos homens destinado imortal, por André Luiz, representante minúsculo grão de areia na praia infinita das verdades espirituais "(pág. 60).

Mediunidade

Por Valter Viana

Muitas civilizações transformaram-se em pó no decorrer dos tempos, mas o intercâmbio mediúnico ficou documentado. Processos de vivência humana evoluíram em todos os planos, porém o processo de intercâmbio entre o plano espiritual e terreno continuou o mesmo.
Direcionado pelas forças grandiosas do mundo espiritual, muitos homens foram e continuam sendo instrumentos da espiritualidade.
A Mediunidade é a faculdade que permite o intercâmbio entre o mundo dos encarnados e o dos espíritos, viabilizando a oportunidade de sentir e transmitir as sensações e comunicações entre estes dois planos.
Segundo Terezinha Oliveira, na obra “Mediunidade”, existem dois tipos de intercâmbio: oculto e ostensivo. Oculto, quando a manifestação da faculdade, na sua grande maioria, nem é percebida. Intuições, pensamentos, orientações e até pressentimentos, passam desapercebidos pelas pessoas. O outro, o ostensivo, tem manifestação mais caracterizada, marcante. São as psicofonias, efeitos físicos, psicografias e outras, são as faculdades predominantes dos médiuns, que servem de intermediários, podendo ser interpretes ou instrumentos dos espíritos. Colocado isto, concluímos que todas as pessoas são influenciadas pelos espíritos.
O médium, por ter a faculdade mais aflorada, proporciona maior oportunidade de manifestação dos espíritos, tanto os bons como aqueles ainda em condição inferior. Para que possamos exercitar com segurança a faculdade mediúnica, é importante a freqüência na Casa Espírita, o estudo e o aprimoramento moral, o que em muito ajudará o médium, evitando a influência perturbadora e a até a obsessão.
O espírita, principalmente o médium, precisa entender o valor de “O Livro dos Médiuns”, pois, para se praticar algo é preciso conhecê-lo. A Doutrina Espírita necessita de um estudo contínuo, pois ela é o arrebentar de limites, abrindo visão à cegueira espiritual, mostrando à humanidade a fé científica revestida pelo Amor Universal, que é a base de todas as leis.
Por fim, sabemos que a prática da mediunidade, nos dá a certeza da existência de uma ação inteligente e individual existente fora do mundo físico. Somos espíritos encarnados e sem o corpo físico passamos a atuar no plano espiritual, portanto é natural que ocorra o intercâmbio, o que prova a continuidade da vida do espírito.