Filme "Deixe-me Viver" entra em cartaz na rede Kinoplex

A partir do dia 08 de dezembro de 2016, "Deixe-me Viver", filme espírita baseado na obra do Espírito Luiz Sérgio, psicografada pela médium Irene Pacheco, ganhará exibição pela rede de cinemas Kinoplex. 

Apesar do filme ter estreado em outubro em outras redes de cinema, ficando 1 mês em exibição e se tornando um sucesso de bilheteria e tendo ótima repercussão, apenas agora a empresa de cinemas estreará o filme, o que é muito válido, ainda mais em uma época em que o tema aborto tem sido um dos assuntos mais comentados da mídia. 


O filme relata de forma clara e objetiva o tormento que passa um abortado e as consequências desastrosas para os que praticam o aborto, seja na qualidade de pacientes, indutores, executantes e/ou equipes participantes deste ato.

O protagonista da história, Luiz Sérgio, será interpretado por Bernardo Dugin. O filme também conta com a participação de Indiara Silveira, Natasha Txai, Rocco Pitanga, Tomaz Costa e grande elenco. O longa tem direção de Clóvis Vieira. 



 

Motivos pelos quais Moisés proibiu a evocação dos mortos


Moisés só proibiu a comunicação com os mortos, pois em seu tempo havia exploração indevida da faculdade mediúnica, como hoje muitas vezes isto ainda acontece. O que ele queria coibir era o mau uso da faculdade mediúnica, e isto Kardec também fez.

O uso da mediunidade para adivinhações, agouros, feitiçaria ou encantamentos, são práticas de magia antiga, que Moisés condenou e que não são praticadas e nem apoiadas pelo Espiritismo. Conforme esclarece “O Evangelho Segundo Espiritismo”: "Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, a credulidade e a superstição, que provocou a proibição de Moisés. O Espiritismo moderno, compreendendo o aspecto sério do assunto, lançou o descrédito sobre essa exploração, e elevou a mediunidade à categoria de missão.". 

No mesmo livro também encontramos o seguinte esclarecimento: “Não soliciteis milagres nem prodígios ao Espiritismo, porque ele declara formalmente que não os produz”.

Em “O Livro dos Médiuns”, Kardec adverte: “Julgar o Espiritismo pelo que ele não admite, é dar prova de ignorância e desvalorizar a própria opinião”.


A seguir vamos apresentar algumas contradições dos críticos ao Espiritismo:

1º - Muitos irmãos que atacam a mediunidade dizem que não existe comunicação com os mortos e usam a lei mosaica, porém, se Moisés proibiu evocar os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrário inútil seria a proibição de algo que não existe. Ora, se os mortos podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje. Quando esta questão é rebatida, os opositores afirmam que são demônios (e contradizem com a primeira afirmação de que é algo impossível), mas usando a lógica, se os que se comunicam são os Espíritos dos mortos, não são demônios que estão falando. 

2º - Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto (proibindo a comunicação com os mortos), por qual motivo os irmãos que a usam para condenar o Espiritismo, não a levam ao pé da letra em todos os outros pontos? Por que seria a lei está certa no tocante às evocações, sem precisar de interpretação, mas com relação a outras proibições é preciso interpretar o contexto histórico? É preciso ser justo e tratar toda a lei da mesma forma interpretativa e não da forma como convém aos críticos.

Como podemos ver, todos os argumentos que usam para atacar a mediunidade caem por terra por serem incoerentes e contraditórios, sem precisarmos usar argumentos necessariamente espíritas, apenas usando a lógica, a razão e o bom-senso.

Em “O Céu e o Inferno”, Allan Kardec nos esclarece que repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar. 

As seguintes palavras de um Espírito cuja mensagem encontra-se na obra acima citada, resumem admiravelmente as consequências da evocação, quando praticada com fim caritativo: 

"Todo Espírito sofredor e desolado vos contará a causa da sua queda, os desvarios que o perderam. Esperanças, combates e terrores; remorsos, desesperos e dores, tudo vos dirá, mostrando Deus justamente irritado a punir o culpado com toda a severidade. Ao ouvi-lo, dois sentimentos vos acometerão: o da compaixão e o do temor! compaixão por ele, temor por vós mesmos. E se o seguirdes nos seus queixumes, vereis então que Deus jamais o perde de vista, esperando o pecador arrependido e estendendo-lhe os braços logo que procure regenerar-se. Do culpado vereis, enfim, os progressos benéficos para os quais tereis a felicidade e a glória de contribuir, com a solicitude e o carinho do cirurgião acompanhando a cicatrização da ferida que pensa diariamente." (Bordéus, 1861.).’’

A bíblia não condena o Espiritismo, aprova a mediunidade e a existência de Espíritos



“Aquele que consultar os mortos será apedrejado. Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.” (Levítico 20:27)

 As traduções bíblicas usam palavras diversas. Em outra versão, ao invés de “necromancia”, está escrito “quem consulte os mortos”. Bem, independente da palavra, o conceito está aí… e esse trecho da Bíblia "proíbe" consultar (ou conversar) com mortos. 

Se Deus realmente proibisse conversar com mortos, Jesus teria agido errado? Ele conversou com Espíritos por diversas vezes:

Mateus 17:3 – E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (Jesus)

Marcos 9:4 – Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus.

Lucas 9:30–31
30 – Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias,
31 – os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.

Lucas 22:42–43
42 – dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.
43 – Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava.
  
Algumas religiões costumam usar alguns versículos do Velho Testamento para denegrir o Espiritismo. Citam, por exemplo, Deuteronômio para chamar os  espíritas de feiticeiros.

Deuteronômio 18:10–11
Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,  nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

 O Espiritismo não tem nada a ver com adivinhação, feitiçaria ou encantamento. Quem prega essas coisas, atribuindo-as ao Espiritismo, age por ingenuidade, ignorância ou por absoluta má-fé. Toda a prática  espírita é gratuita,  dentro do princípio do Evangelho: “Dai de graça o  que de graça recebeste”.

–  A prática espírita é  realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão  de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

–  O Espiritismo  não tem corpo sacerdotal e não adota  e nem usa em suas reuniões e em suas práticas:  paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões do indulgência,  nem formas de culto exterior.

–  O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensinos ao crivo da razão, antes do aceitá-los.

–  A mediunidade, que permite a  comunicação dos Espíritos com os homens é uma  faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer independentemente da religião ou da  diretriz doutrinária de vida que adote.
  
Afirmar que Deus proíbe a comunicação com mortos, como fazem estas religiões, é desconhecer as Escrituras.

Moisés defende os médiuns Eldade e Medade:

Números 11:26–29
26  Porém, no arraial, ficaram dois homens; um se chamava ELDADE, e o outro, MEDADE. Repousou sobre eles o Espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda; e profetizavam no arraial.
27  Então, correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial.
28  Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho.
29  Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim?Tomara todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!

 No livro “O que é o Espiritismo”, Terceiro Diálogo – O Padre (pág. 139), Allan Kardec diz o seguinte, sobre o assunto: 

A proibição feita por Moisés tinha a sua razão de ser, porque o legislador hebreu queria que o seu povo rompesse com todos os hábitos trazidos do Egito e de entre os quais o de que tratamos era objeto de abusos.

Não se evocava então os mortos pelo respeito e afeição tributados a eles, nem com sentimento de piedade, mas, sim, como meio de adivinhar, como objeto de tráfico vergonhoso, explorado pelo charlatanismo e pela superstição; nessas condições, Moisés teve razão de proibi-lo.

Se ele pronunciou contra esse abuso uma penalidade severa, é que eram precisos meios rigorosos para conter esse povo indisciplinado; também quanto à pena de morte, era pródiga a sua legislação.

Havia na lei mosaica duas partes:

1ª, a lei de Deus, resumida nas tábuas do Sinai; lei que foi conservada porque é divina, e o Cristo não fez mais que desenvolvê-la;

2ª, a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes do tempo, e que o Cristo aboliu.

Hebreus 8:13
Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
Exemplos  de leis disciplinares de Moisés que Cristo aboliu:

Levítico 24:17, 19, 20
17 – Quem matar alguém será morto.
19 –  Se alguém causar defeito em seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:
20 –  fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

Mateus 5:38–40
38 –  Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente.

39 –  Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;
40 –  e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.

Levítico 20:10 – Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

João 8:3–11
3 –  Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
4 –  disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
5 –  E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
6 –  Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.

7 –  Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
8 –  E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.

9 –  Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.

10 –  Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?

11 –  Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.

Sobre estes versículos “O Evangelho segundo o Espiritismo” – Cap. X – Bem-aventurados os Misericordiosos – item 13 tem o seguinte ensinamento:

13. “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, disse Jesus.
Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência.

Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

O reproche lançado à conduta de outrem pode obedecer a dois móveis: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam.

Não tem escusa nunca este último propósito, porquanto, no caso, então, só há maledicência e maldade. O primeiro pode ser louvável e constitui mesmo, em certas ocasiões, um dever, porque um bem deverá daí resultar, e porque, a não ser assim, jamais, na sociedade, se reprimiria o mal.

Não cumpre, aliás, ao homem auxiliar o progresso do seu semelhante? Importa, pois, não se tome em sentido absoluto este princípio: “Não julgueis se não quiserdes ser julgado”, porquanto a letra mata e o espírito vivifica.

Não é possível que Jesus haja proibido se profligue (destua) o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos.

O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão.

A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo.

Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. E o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.

O Espiritismo é religião da fé raciocinada, sem dogmas, rituais, cerimônias, símbolos, chefes religiosos ou templos suntuosos.

É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do pensamento no bem, procurando nos ligar a Deus.

O Espiritismo só surgiu no século XIX, em 18 de abril de 1857, através do Livro dos Espíritos de Allan Kardec. Por isto mesmo, não há a palavra Espiritismo na Bíblia. Mas, a comunicação com os mortos, sim, está na Bíblia, como já foi demonstrado.

Os críticos também costumam dizer que, todos os Espíritos são ruins e que por isso, a comunicação é proibida, mas... a Bíblia mesmo diz que Deus é Espírito!

João 4:23– 24
23 –  Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
24 –  Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
  
Jesus também é Espírito...

Lucas 23:46 –  Então, Jesus clamou em alta voz:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito! E, dito isto, expirou.
  
Nós somos espíritos encarnados, assim como Estêvão (o apóstolo):

Atos 7:59 – E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu Espírito!

3 de Dezembro: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência


 Fontes: Centro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência 


O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Organização das Nações Unidas em outubro de 1992, em comemoração ao término da década 1983-1992. A partir de então, a cada ano, no dia 03 de dezembro, é estimulada uma reflexão sobre os direitos da pessoa com deficiência, tanto na instância nacional como na municipal. 

Essa iniciativa tem como objetivo conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos; promover os direitos humanos; conscientizar a população sobre assuntos de deficiência; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e pensar a inclusão desse segmento na sociedade, para que ele influencie os programas e políticas que o afetem. 

As Nações Unidas buscam enfatizar os significativos benefícios que a acessibilidade pode trazer, tanto para pessoas com deficiência quanto para a sociedade, e a divulgação desse fato entre os governos, as empresas e o público em geral. Neste sentido, como um dos princípios básicos dos Direitos Humanos, a acessibilidade se insere no contexto mais amplo da promoção da igualdade. 

Considerando a magnitude e a amplitude do tema, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – Conade deliberou realizar uma campanha de sensibilização e mobilização da sociedade para a eliminação das barreiras atitudinais, de informação e arquitetônicas, entre outras, que impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de participar efetivamente da vida em sociedade. 

Essa campanha visa favorecer a conscientização e estimular uma ação pró-ativa em direção à construção de uma sociedade inclusiva solidária, que possibilite igualdade de oportunidades. 

Neste 03 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, diante do tema escolhido pelas Nações Unidas, o Conade está lançando um filme sobre acessibilidade, que em sua proposta e abrangência, tem a finalidade de ampliar o conceito e oferecer a consolidação e disseminação de valores. 

O Conade acredita que com a Acessibilidade/Desenho universal, o Brasil amplia sua capacidade de viver mais e com mais dignidade, caminhando efetivamente para a construção de uma sociedade inclusiva e solidária, que possibilite a todos a igualdade de oportunidades. 

Quando Você Encontrar Uma Pessoa Deficiente
Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram alguém que é “diferente”. Este mal-estar pode ser evitado se pessoas deficientes e não deficientes se virem e interagirem mais frequentemente no trabalho e na sociedade.

Grande parte desse mal estar é causado pela falta de informação a respeito da deficiência.

A orientação do CEDIPOD – Centro de Documentação e Informação do Portador de Deficiência, é trate a pessoa deficiente como uma pessoa saudável. Quando alguém tem uma limitação funcional, isso não quer dizer que a pessoa seja doente. Algumas deficiências não trazem problema de saúde.

Em alguns casos, a pessoa deficiente pode reagir às situações de um modo não convencional, ou ainda, pode dar a impressão de que não está tomando conhecimento da sua presença. Lembre-se de que ela pode não ouvir bem, ou ter outra deficiência que afete os movimentos ou dificulte o contato.

Fale sempre diretamente com a pessoa deficiente, não com terceiros, por exemplo, um acompanhante ou um intérprete. Ao caminhar ao lado de uma pessoa usando bengala ou muletas, procure acompanhar seu ritmo.

Ofereça ajuda, se quiser, mas espere que seu oferecimento seja aceito, antes de ajudar. Se a pessoa precisar de ajuda, vai aceitar sua oferta e explicar exatamente o que você deve fazer para ser útil a ela.

Quando você encontrar um deficiente visual
Para guiar um deficiente visual, espere que ele segure no seu braço; o deficiente visual irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

Quando você encontrar uma pessoa em cadeira de rodas
Não vá segurando automaticamente a cadeira de rodas. Ela é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem. Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa em cadeira de rodas.

Quando você encontrar uma pessoa surda
Fale de maneira clara, distintamente, mas não exagere. Use a sua velocidade, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Quando você encontrar uma pessoa muda
Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração.

Como se portar frente a uma pessoa com deficiência mental
Em primeiro lugar, lembre-se: você está diante de uma pessoa que quer e pode ser feliz. Trate-o com atenção e respeito.


Perda de Pessoas Amadas e Mortes Prematuras


SANSÃO
Antigo membro da Sociedade  Espírita de Paris, 1863
 
            21 – Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.

            Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.

            Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.

            É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?

            Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.


            Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.

*Mensagem extraída de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

Leia "Este Dia", mensagem de André Luiz

André Luiz 

Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.
Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.
Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.
Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.
Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.
Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.
Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de atendê-las.
Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso.

Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.

Iniciada a campanha Dezembro Vermelho



“O Laço Vermelho precisa ser mais que um símbolo. Deve unir todos em torno dos mesmos objetivos: estimular a testagem para diagnóstico do HIV, prevenir o HIV, realizar o tratamento para quem é soropositivo e superar o preconceito”, escreveu Almir Santana*, coordenador do Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe em seu blog no site Infonet. Em seu artigo, Almir falou da importância e significado do laço que é o símbolo da luta contra a aids. Leia abaixo o texto na integra: 

Laço Vermelho: Alerta e Solidariedade sobre aids:

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, primeiro de dezembro, foi instituído pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma data simbólica de mobilização para todos os po

vos sobre a pandemia de aids. As atividades desenvolvidas em dezembro visam divulgar mensagens de solidariedade, prevenção e incentivar novos compromissos com essa luta.

O Laço Vermelho é o símbolo internacional da consciência sobre o HIV e a aids, e também um símbolo de esperança e apoio, e é usado por um número cada vez maior de pessoas por todo o mundo para demonstrar sua preocupação com a epidemia, além de expressar visualmente solidariedade com aqueles que vivem com o vírus.
Como aconteceu no outubro rosa e novembro azul, estamos mobilizando os municípios, empresas, escolas, instituições públicas e a sociedade em geral, para que, no mês de dezembro, divulguem o laço vermelho, indicando um envolvimento na luta contra a aids.

A campanha consiste em colocar um laço vermelho, em um ou mais marcos ou ponto de referência de cada município, na frente de cada instituição (escola, empresa, loja ou em qualquer local estratégico). Os municípios são convidados para participar dessa iniciativa, mobilizando a sociedade civil e outras entidades organizadas para se envolverem na ação do mês de dezembro.

O Laço Vermelho precisa ser mais que um símbolo. Deve unir todos em torno dos mesmos objetivos: estimular a testagem para diagnóstico do HIV, prevenir o HIV, realizar o tratamento para quem é soropositivo e superar o preconceito. 

O Ministério da Saúde estima em 734 mil o número de brasileiros que vivem com o HIV. Desse contingente, 417 mil usam os medicamentos antirretrovirais ofertados na rede pública. Portanto, estão com a carga viral mais controlada, o que reduz a chance de infectarem outros indivíduos. Porém, 167 mil pessoas sabem que possuem a doença, mas não procuram tratamento. Outros 150 mil convivem com o vírus e não sabem. Ou seja, estes dois grupos permanecem com o HIV sem controle, o que representa risco elevado de infecção. Como o vírus demora cerca de cinco a oito anos para se manifestar muitos não procuram o teste de diagnóstico e nem os remédios. 

Em Sergipe, foram registrados, desde o ano de 1.987, 4.372 casos de aids, com 1.275 óbitos.  A faixa etária mais atingida é de 20 a 49 anos. Ocorreu o nascimento de 109 crianças soropositivas. Os seis municípios que registraram o maior número de casos foram: Aracaju, Socorro, Itabaiana, Estância, São Cristóvão e Lagarto. 

O slogan da campanha do Ministério da Saúde no Dia Primeiro de Dezembro será “Com Tratamento a Vida será Mais Forte do que a aids”. O objetivo é motivar aquela pessoa que já sabe que é soropositiva, mas que não iniciou o tratamento ou aquela que, por algum motivo, interrompeu o uso dos medicamentos, a iniciar ou retomar o uso dos antirretrovirais, que são medicamentos responsáveis pela redução da carga viral e, consequentemente, pela redução das infecções oportunistas e redução do risco de transmissão do HIV para outras pessoas, numa relação sexual sem preservativo. 

Cada um tem o seu papel no enfrentamento à epidemia do HIV:

Faça a sua parte: previna-se; faça o teste; seja solidário com quem tem o HIV; se você sabe que já tem o HIV, cuide-se; tome os medicamentos corretamente; use sempre camisinha e proteja seu parceiro do HIV diminuindo a carga viral. Se você é empresário, participe da luta contra a aids, implantando um programa de prevenção e solidariedade no local de trabalho. Se você é diretor de escola, discuta, sem preconceitos, o tema aids nas salas de aula. Se você é político, ajude a criar leis que beneficiem as pessoas soropositivas.  Se você é um gestor municipal, as suas decisões podem salvar vidas: tenha um programa de prevenção e de testagem do HIV na sua cidade e dê assistência digna a quem vive com o HIV. 


*José Almir Santana, natural de Aracaju/SE é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1981, com especialização em Saúde Pública, coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1.982. Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com HIV/aids há 24 anos, em Sergipe, já que o preconceito era muito forte.

Prece para logo após a morte

   
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" há uma coletânea de preces espíritas. Logo no capítulo 4 das preces, item I temos a prece para Espíritos logo após o desencarne: 

          59 – Prefácio – As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra têm por fim, não apenas proporcionar-lhes uma prova de simpatia, mas também ajudá-los a se libertarem das ligações terrenas, abreviando a perturbação que segue sempre à separação do corpo,e tornando mais calmo o seu despertar.Mas ainda nesse caso, como em todas as demais circunstâncias,  a eficácia da prece depende da sinceridade do pensamento, e não da abundância de palavras, ditas com maior ou menor ênfase, e das quais, na maioria das vezes, o coração não participa. As preces que partem realmente do coração encontram ressonância no Espírito a que se dirigem, e cujas idéias estão ainda em estado de confusão, como se fossem vozes amigas que vão despertá-lo do sono. (Cap. XXVII, nº 10)

            60 – Prece – Deus Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre a alma de Fulano, que acabais de chamar para vós. Possam ser contadas em seu favor as provas por que passou na Terra, e as nossas preces abrandar e abreviar as penas que ainda tenha de sofrer como Espírito! Vós, Bons Espíritos que viestes receber essa criatura, e vós, sobretudo, que sois o seu Anjo Guardião, assisti-o, ajudando-o a se despojar da matéria. Dai-lhe a luz necessária, e a consciência de si mesmo, a fim de se livrar da perturbação que acompanha a passagem da vida corporal para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento de suas faltas e o desejo de repará-las, para apressar o seu progresso rumo à eterna bem-aventurança.

            A ti, Fulano, que acabas de entrar no Mundo dos Espíritos, quero dizer que, não obstante, aqui encontras entre nós, e nos vê e nos ouve, pois apenas deixaste o corpo perecível, que logo será reduzida a poeira. Deixaste o envoltório grosseiro, sujeito às vicissitudes e à morte, e conservastes apenas os envoltórios etéreos, imperecíveis e inacessíveis aos sofrimentos materiais. Se não vives mais pelo corpo, vives entretanto pelo Espírito, e essa vida espiritual está isenta das misérias que afligem a Humanidade. Não tens mais sobre os olhos o véu que nos oculta os esplendores da vida futura. Podes agora contemplar novas maravilhas, enquanto nós continuamos mergulhados nas trevas. Vais percorrer o espaço e visitar os mundos, em plena liberdade, enquanto nós rastejamos penosamente na Terra, presos aos nossos corpos materiais, semelhantes a um pesado fardo. Os horizontes do infinito se desvendarão diante de ti, e ao ver tanta grandeza, compreenderás a vaidade das ambições terrenas, das nossas aspirações mundanas, e das alegrias fúteis a que os homens se entregam.

            A morte, para os homens, é apenas uma separação momentânea, no plano material. Do exílio em que ainda nos mantém a vontade de Deus, os deveres que ainda temos de cumprir neste mundo, nós te seguiremos pelo pensamento, até o momento em que nos seja permitido juntar-nos novamente contigo, como agora te reúnes aos que te precederam. Não podemos ir ao teu encalço, mas podes vir até nós. Vem, pois, atender os que te amam e que também amaste. Ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os segundo as tuas possibilidades; suaviza-lhes as amarguras da saudade, sugerindo-lhes o pensamento de que estás agora mais feliz, e a consoladora certeza de que um dia estarão todos reunidos num mundo melhor. No mundo em que estás, todos os ressentimentos terrenos devem extinguir-se. Que possas, para a tua felicidade futura, permanecer agora inacessível a eles! Perdoa, pois, a todos os que possam ter cometido faltas para contigo, como aqueles para os quais erraste também te perdoam.

            Nota – Podem-se juntar a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, segundo as circunstâncias particulares da família, ou das relações e da posição do falecido. Quando se trata de uma criança, sabemos, pelo Espiritismo, que não estamos diante de um Espírito recém-criado, mas que já viveu outras vidas, e que pode até mesmo ser bem adiantado. Se a sua última existência foi curta, é que necessitava de um complemento de provas, ou devia ser uma prova para os pais. (Cap. V, nº 21)

            61 – Prece – (Ditada a um médium de Bordeaux, no momento em que passava diante da sua janela o enterro de um desconhecido) – Senhor Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se derrame sobre os nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que brilhe vossa luz aos seus olhos! Tirai-os das trevas, abri os seus olhos e os seus ouvidos! Que os Bons Espíritos os envolvam e lhes façam ouvir suas palavras de paz e de esperança! Senhor, por mais indignos que sejamos, temos a ousadia de implorar a vossa misericórdia indulgência em favor deste nosso irmão que acabais de chamar do exílio. Fazei que o seu retorno seja o do filho pródigo. Esquecei, ó meu Deus, as faltas que tenha cometido, para vos lembrardes somente do bem que tenha podido fazer! Imutável é a vossa justiça, bem o sabemos, mas imenso é o vosso amor! Nós vos suplicamos que abrande a vossa justiça pela fonte de bondade que emana de nós!

            Que a luz se faça para ti, meu irmão que acabas de deixar a Terra! Que os Bons Espíritos do Senhor venham socorrer-te, envolvendo-te e ajudando-te a sacudir para longe as tuas cadeias terrestres! Vê e compreende a grandeza de nosso Senhor; submete-te sem queixas à sua justiça; mas jamais te desesperes da sua misericórdia. Irmão! Que um profundo exame do teu passado te abra as portas do futuro, fazendo-te compreender as falhas que deixastes para trás, bem como o trabalho que te espera, para que possas repará-las! Que Deus te perdoe, e que os seus Bons Espíritos te amparem e encorajem! Teus irmãos da Terra orarão por ti, e te pedem que ores por eles.

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Por que ocorrem tragédias coletivas?



De vez em quando ocorrem grandes tragédias coletivas e é nessas horas que perguntamos: por que acontece esse tipo de coisa? Qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Por que algumas pessoas escapam?

Claro que sabemos que Deus não nos julga e nem nos castiga.

Fatalidade, destino, azar são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma que a sorte daqueles que escapam desse tipo de situação, sempre há os relatos daqueles que desejavam estar no local da tragédia e não conseguiram; daqueles que estavam no cenário e não sofreram nada além do susto; e tantos outros.

Então, para a Doutrina Espírita, como se explicam casos como esse? A resposta está no resgate coletivo, conceito que envolve a correção de rumo de um grupo de Espíritos que em alguma outra encarnação cometeu atos semelhantes – e muitas vezes em conjunto – de descumprimento da lei divina e que, portanto, para individualmente terem a consciência tranquilizada  precisam sanar o débito. Toda a problemática, nesse caso, está no trabalho dos mentores na reunião desses Espíritos de modo a que juntos possam se reajustar frente à Lei Divina.

Pergunta-se às vezes o que se deve pensar das mortes prematuras, das mortes acidentais, das catástrofes que, de um golpe, destroem numerosas existências humanas. Como conciliar esses fatos com a ideia de plano, de providência, de harmonia universal?

Quem nos explica sobre esta questão é Leon Denis, o sucessor de Allan Kardec, em seu livro: O problema do Ser do Destino e da Dor, primeira parte, item X - a Morte:

“As existências interrompidas prematuramente por causa de acidentes chegaram ao seu termo previsto. São em geral, complementares de existências anteriores, truncadas por causa de abusos ou excessos. Quando, em consequências de hábitos desregrados, se gastaram os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza. Tem-se de voltar a perfazer, numa existência mais curta, o lapso de tempo que a existência precedente devia ter normalmente preenchido. Sucede que os seres humanos, que devem dar essa reparação, se reúnem num ponto pela força do destino, para sofrerem, numa morte trágica, as consequências de atos que têm relação com o passado anterior ao nascimento. Daí, as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que assim partem, acabaram o tempo que tinham de viver e vão preparar-se para existências melhores.”
  
O Espiritismo explica com muita coerência, que cada um recebe segundo as suas obras, porque todos nós estamos submetidos à Lei de Ação e Reação ou de causa e efeito e à Lei de Evolução ou de Progresso.

Segundo a primeira, nós seres humanos, com nossos pensamentos, sentimentos e ações, criamos causas que terão um efeito posterior. O caráter positivo ou negativo das causas vão gerar o gênero desses efeitos. É uma Lei que não castiga, mas que reajusta as ações cometidas pelo uso do nosso livre arbítrio. Age devolvendo o caminhante desviado e perdido ao caminho correto do bem e do progresso, através das encarnações sucessivas.

A Lei de Evolução ou do Progresso rege a transformação contínua de tudo o que possui vida, desde os estados rudimentares e inferiores, até formas mais perfeitas e complexas. Por intermédio dessa Lei, o ser humano passou a ser o homem “civilizado” de hoje, abandonando suas etapas selvagens e primitivas. Graças à Lei de Evolução e às provas sucessivas, às quais ela nos submete em nossas existências múltiplas, nós seres humanos vamos corrigindo nossas imperfeições, transformando nossos defeitos e debilidades em virtudes ou qualidades, que nos empurram à conquista da vida espiritual. A aplicação do nosso livre arbítrio fará com que essa Lei nos faça caminhar pelas trilhas do bem, do amor e da felicidade, ou ao contrário, pelo caminho da dor.

Gerson Simões Monteiro, presidente da “Fundação Espírita Cristã C. Paulo de Tarso”, em um artigo sobre as mortes coletivas, escreve que as vítimas de um terremoto poderiam ser antigos guerreiros que, numa encarnação anterior, destruíram cidades, lares, mataram mulheres e crianças sob os escombros de suas casas e vitimaram a milhares de pessoas. Numa nova encarnação, são “atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de ontem.” São faltas individuais que influem no coletivo.

Acrescentamos que os sobreviventes também são chamados a uma transformação moral, a uma mudança em suas vidas, mas há pessoas que se aproveitam da situação de caos, em uma região que sofreu citado terremoto, para saquear, roubar, violentar e que se beneficiam com egoísmo das doações recebidas. Para essas, a lição não é suficiente e se comprometem mais seriamente ante a coletividade.

Temos também outro exemplo real, explicado nas páginas da literatura espírita. No dia 17 de dezembro de 1961, um circo pegou fogo na cidade de Niterói (Rio de Janeiro) e cerca de 500 pessoas faleceram.

No livro “Cartas e Crônicas”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o Espírito Humberto de Campos relata a causa do acidente explicando que no ano 177 da Era Cristã, Marco Aurélio reinava no império romano. Mulheres, homens, crianças, anciões e enfermos cristãos eram detidos, torturados e exterminados. “Mais de 20 mil pessoas já haviam sido mortas”.

Chegou a notícia da visita do famoso guerreiro Lúcio Galo naquelas terras e os donos do poder queriam homenageá-lo de maneira grandiosa e original. Decidiram queimar milhares de cristãos num espetáculo “à altura” do visitante.

“Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.”

“Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.”

O notável Mediunato de Chico Xavier também nos esclarece outro fato real ocorrido em São Paulo, no dia 1º de fevereiro de 1974, data em que o Edifício Joelma se incendiou e deixou 188 mortos.

O Espírito Cyro Costa e Cornélio Pires se manifestam por psicografia e deixaram dois sonetos que revelavam a causa das mortes em massa no incêndio. As vítimas resgatavam os “derradeiros resquícios de culpa que ainda traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das Cruzadas”.

Com relação a mortes coletivas em aviões, o Espírito André Luiz, no capítulo 18 do Livro Ação e Reação, psicografado por Chico Xavier, esclarece que piratas que afundaram e saquearam criminosamente embarcações indefesas no dorso do mar, ceifando inúmeras vidas, agora encarnados em outros corpos, morrem, muitas vezes, coletivamente nos acidentes aviatórios.

Ainda na mensagem “Desencarnações Coletivas”, o benfeitor espiritual Emmanuel esclarece outros motivos para as mortes que se verificam coletivamente. Diz ele: “Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação”.

Diz Allan Kardec, nos comentários da questão 738 de O Livro dos Espíritos, que “venha por um flagelo à morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de lagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo”.

E finalmente, segundo esclareceram os Espíritos Superiores a Allan Kardec, na resposta à questão 740 de O Livro dos Espíritos, “os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo”.

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