Revista Espírita

A FEB disponibilizou em seu site um link denominado PESQUISAS onde pode ser encontrado entre outras preciosidades todo o conteúdo da Revista Espírita através de um portal alfanumérico que dá acesso ao enciclopédico mundo de informações codificadas por Allan Kardec. São 4.000 entradas principais e 13.500 detalhamentos compilados dos 12 volumes (144 números) da Revista Espírita, veiculadas no período de 1858 a 1869.


Está também acessível o conteúdo do livro “Espiritismo de A a Z”, do “Reformador” e o conteúdo da sua biblioteca de “Obras raras


Confira: http://www.febnet.org.br/site/

CD CONFIA


No dia 13/03/2010 haverá o lançamento do CD CONFIA no Teatro Municipal Trianon (Campos/RJ), às 21 horas, com entrada franca e terá a participação de nomes consagrados no Movimento Espírita como Ariovaldo Filho, Marielza Tiscate, Eduardo Barreto, Evaldo Junior, Erica Pontes, Luciana Custódio.


Este é o segundo trabalho que o Júnior Vidal está concretizando. Há algum tempo ele lançou o CD "Acender a vida" que vem a ser uma coletânea de músicas voltadas para o público jovem.


Desta vez ele vem com um CD que traz músicas voltadas para a reflexão dentro da Casa Espírita.

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Caso você deseje adquirir o CD entre em contato conosco ou com o Júnior Vidal pelo Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=13990838149388274203


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Filmagens de "Nosso Lar"

Momento em que André chega ao hospital da colônia "Nosso Lar", depois de um longo período no Umbral.

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Já está sendo filmado "Nosso Lar", pela Fox Filmes. O roteiro é baseado na obra mediúnica de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, com Renato Prieto representando André Luiz. Um filme que, com certeza, marcará o cenário cinematográfico brasileiro e trará maior compreensão da fé espírita.

Na esteira do sucesso de "Bezerra de Menezes", e da pré-produção de "Chico Xavier" pela Globo Filmes, o novo roteiro de temática espírita deve ser o longa-metragem Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz. O projeto é da Federação Espírita Brasileira (FEB) e da Cinética Filmes.

O roteiro é baseado no livro "Nosso Lar", primeiro romance trazido pelo médium mineiro Chico Xavier, da série em parceria com o espírito do médico André Luiz. Narra sua trajetória depois de desencarnar, passando pela cidade espiritual que dá nome ao livro, até retornar à Terra para rever seus familiares. Em essência, "é a história de um homem que vai aprender a amar a si e aos semelhantes - e a Deus sobre todas as coisas".

Publicado inicialmente em 1944, o livro encontra-se em sua 58ª edição e, em breve, alcançará a marca de 2 milhões de exemplares vendidos. Já foi traduzido para o alemão (duas versões), francês (duas versões), inglês (três versões), japonês, esperanto, italiano, espanhol, grego e tcheco. Considerado como um dos 10 melhores livros espíritas do século XX (pesquisa da Organização Candeia), já foi montado em peças de teatro e em programas de rádio. Agora, pela primeira vez, será levado às telas de cinema.

É uma produção americana e com a maioria da equipe estrangeira, mas com elenco nacional.
A produção realmente impressiona pela sua estrutura, pelo número de profissionais envolvidos e equipamentos. Uma boa produção, um elenco excelente e uma história fantástica são elementos fundamentais para se acreditar que este é um filme que promete elucidar a muitos e estará em cartaz em 2010.

Semeaduras e colheitas

A semeadura é livre, mas a colheita é compulsória.
Leda Maria Flaborea

“Ao que tem, se lhe dará, e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” *


Essa frase de Jesus aparece em vários momentos no Novo Testamento, mas tem destaque nas Parábolas do Semeador, dos Talentos (Mateus) ou das Minas (Lucas) e do Joio; e nos ensinamentos “Buscai e achareis”, “Ajuda-te e o Céu te ajudará”. Mas é, sobretudo, nas três parábolas que encontramos o chamado que o Mestre faz para o entendimento do livre-arbítrio e do seu uso. E entre elas nosso destaque é a Parábola do Semeador.
Assim, vamos lembrar de uma passagem na qual o Sublime Benfeitor falava com o povo quando sua mãe e seus irmãos chegaram, procurando-O, e alguém Lhe disse: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.” E Ele respondeu a quem lhe trouxe o aviso: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” E estendendo a mão para os discípulos disse: “Eis minha mãe e meus irmãos, porque qualquer um que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Jesus estabelece naquele momento o parentesco divino entre todos, e destaca a necessidade de escolhermos o bem, o amor e a verdade para estarmos em harmonia com Deus e com os ensinamentos que derrama sobre nós.
Naquele mesmo dia, saindo de casa, sentou-se à beira do mar e grande multidão reuniu-se perto dele. Por causa disso, entrou em um barco, acomodou-se e falou a eles muitas coisas por parábolas, e dizia: “Eis que um homem saiu a semear...”
O Mestre descreve o que vai acontecendo com as sementes que na verdade são elementos figurativos que bem representam a forma como a Palavra Divina chega ao entendimento dos homens:
a) Jogadas à beira do caminho, as aves as comem;
b) Atiradas nas pedras, até brotam, mas como não teem raízes firmes, morrem;
c) Lançadas no meio dos espinhos, eles se encarregam de sufocar o crescimento, mesmo que germinem;
d) Mas, jogadas em terra fértil, brotam fortes, desenvolvem-se, dão flores, frutos e cada fruto produz mais 30, 60 ou 100.

No livro Parábolas e Ensinos de Jesus, Cairbar Schutel refere-se à Parábola do Semeador, como a parábola das parábolas, porque sintetiza os caracteres predominantes em todas as almas e, ao mesmo tempo, ensina a distingui-las pela boa ou má vontade com que recebem as boas novas espirituais. Dessa forma, temos as almas que são “beiras de caminho”, ou seja, onde passam todas as idéias grandiosas, como pessoas nas estradas, sem gravarem nenhuma delas. São as pedras impenetráveis às novas idéias, são os espinhos que sufocam as verdades, como as plantas que não permitem o crescimento do que quer que seja ao seu redor. São homens e terras improdutivas.
Mas, também temos, ao lado dessas almas, aquelas de boa vontade, que recebem a palavra de Deus e a coloca em prática. Terra fértil que acolhe a semente bendita da qual resulta boa produção.

No momento evolutivo que vivemos temos todas essas características em nós mesmos. Qualidades que já podem produzir bons frutos, mas também dificuldades que não permitem a germinação da boa semente. Como todo esse processo evolutivo é longo e demorado, exige de cada um de nós o exercício da paciência, da perseverança e da coragem para lutar contra as próprias dificuldades, em acertos e erros contínuos, até que aprendamos a escolher somente o bem.
Entendemos que a “semente” é a palavra de Deus, mas seu aproveitamento não é uniforme, em razão da variedade de seres que habitam o planeta. Dessa forma temos uns mais propensos ao bem, à caridade e à fraternidade, e outros mais inclinados ao mal, ao egoísmo e ao orgulho. Uns mais atentos às coisas do Céu e outros mais apegados aos bens da Terra, ao transitório e fugaz.
Portanto, segundo Jesus, a terra que recebe a semente representa o estado intelectual e moral de cada um: seja beira de caminho, pedregal, espinhal ou boa terra... Por exemplo, o amor que se transforma em outro sentimento ou perde seu encanto e poesia ou simplesmente desaparece, é por negligência exclusiva do seu “cultivador” e não de Deus. Era pouco e, após a transformação, ficou sem nada. Se fosse verdadeiro, teria sido multiplicado.
Podemos acrescentar, ainda, que nem todos que pregam a Palavra o fazem tal qual ela é: Simples e despida de formas enganosas. Encontramo-la revestida de tantos mistérios, de dogmas, de retórica que embora a Palavra permaneça, fica enclausurada na forma, sem que se possa ver o fundo, a essência. Muitos a pregam por interesse, por vaidade e grande parte por egoísmo. Não dissipam as trevas, endurecem corações ao invés de abrandá-los, não anunciam a Palavra, mas fazem dela um instrumento para receberem ouro ou glória. Como têm pouco a dar, acabam por esvaziar a oportunidade que lhes foi dada, pelo Pai, de espalhar o entendimento, a fraternidade, a solidariedade, enfim, o Amor ao próximo...
A Palavra não pode ser rebaixada. Ela deve estar acima de nós mesmos – nos dizeres de Cairbar Schutel - “porque aquele que despreza a Palavra, anunciando-a ou ouvindo-a, despreza seu Instituidor e, como disse Ele: ‘Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a Palavra que falei, esta o julgará no último dia’. (João, 12: 48.).”
Voltemos a Jesus: Assim que encerrou a narrativa sobre o Semeador, os discípulos perguntaram ao Mestre por que falava através de parábolas. E Ele respondeu: “Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas àqueles não lhes é concedido. Pois ao que se tem se lhe dará, e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso vos falo por parábolas; porque vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem , nem entendem; porque o coração deste povo está endurecido.”
Esta afirmação de Jesus parece paradoxal. Como dar mais a quem já tem e tirar daquele que pouco tem? O Mestre era incoerente? Vamos pensar em um exemplo, com valores materiais, que pode ilustrar nosso tema: Um homem adquire boa posição financeira. Se é imprevidente e malbarata os bens conquistados, perderá o que já obtivera, confirmando a assertiva de Jesus. Mas, se esse homem toma providências, sensatamente, para estabilizar a boa posição, conservando-a para o bem de todos, consolidará seu bem-estar. Com os tesouros do Espírito o problema é o mesmo, mas é preciso que fique claro que o ensino de Jesus é figurado, pois Deus jamais tirará o bem que lhe foi concedido. É preciso ver o ensinamento pelo Espírito. Não é Deus quem retira daquele que pouco havia recebido, mas é o próprio Espírito que, pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando a migalha que caiu no seu coração.

O Evangelho Segundo o Espiritismo dá outro excelente exemplo: O filho que não cultiva o campo que o trabalho do pai conquistou, para deixar-lhe de herança, vê esse campo cobrir-se de ervas daninhas. As perguntas que os Espíritos superiores fazem e que necessitamos responder a nós mesmos são:
1 – foi seu pai que lhe tirou as colheitas que ele não preparou?
2 - se ele deixou a sementeira morrer nesse campo por falta de cuidado, deve acusar o pai pela falta de produção? Evidente que não! Deve acusar, sim, a si próprio que é o verdadeiro responsável pela própria miséria.

Por outro lado, terá, também, a chance de arrepender-se e retomar o trabalho e plantar a boa semente escolhida entre as más. Cuidar, zelar, arrancando as ervas daninhas que podem sufocar a nova sementeira. Isso dá trabalho? Dá e muito! Vale a pena? Vale, porque a colheita será imensa. Estamos plantando para nós mesmo, hoje, com vistas a um futuro de muita felicidade.
Mas, o ensinamento do Mestre ainda aparece na Parábola dos Talentos, que tem a mesma significação da Parábola das Minas, e é importante lembrar disso por causa da conclusão que Jesus dá à narrativa dessa parábola: “Tirai-o, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”


Bibliografia

*MATEUS, 13: 10-14.
MATEUS, 25: 14-30.
MARCOS, 4: 23-24.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. 18, itens 13 a 15.
SCHUTEL, Cairbar. Parábolas e Ensinos de Jesus – 14ª ed., Casa Editora O Clarim – MATÃO/SP – 1997 - Parábola do Semeador.
ROHDEN, Huberto. Sabedoria das Parábolas – 12ª ed., Editora Martin Claret – São Paulo/SP, 1997, pág.87.
PERALVA, Martins. O Pensamento de Emmanuel – 4ª ed., FEB – RIO DE JANEIRO/RJ – 1991 – cap. 8.

Publicado na Revista Internacional e Espiritismo – novembro de 2009, pág. 518 – Casa Editora O Clarim – Matão/SP

Como estudar a Doutrina Espírita

Por: Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves

Ninguém, pois, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; interessa a todas as questões da metafísica e da ordem social; é um mundo que se abre diante de nós. Será de admirar que o efetuá-lo demande tempo, muito tempo mesmo? (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos ¹, introdução).

Apropriar-se dos conhecimentos elaborados e difundidos pela Humanidade, sejam quais forem, implica dedicação, num esforço contínuo de cada um. Implica também uma troca, seja num contexto pessoal ou por meio de materiais, como livros, vídeos, apostilas, etc.

Em relação às questões trazidas pela Doutrina Espírita não é diferente. Kardec, na Introdução do Livro dos Espíritos, afirmou: "estes estudos requerem atenção demorada, observação profunda e, sobretudo, como aliás o exigem todas as ciências humanas, continuidade e perseverança. Anos são precisos para forma-se um médico medíocre e três quartas partes da vida para chegar-se a ser um sábio. Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?" ¹

Por que será que atribuímos mais importância aos estudos das coisas materiais que aos estudos da Doutrina? Ficamos às vezes horas estudando para uma prova ou exame, ou ainda tentando entender o funcionamento de um eletrodoméstico de nossa casa, e tão pouco nos dedicamos ao estudo da doutrina, que poderia ampliar nosso entendimento sobre o funcionamento das leis divinas!

Claro que não são coisas completamente diferentes, mas nem sempre buscamos estabelecer as relações entre elas, o que nos possibilitaria novas descobertas.

Novamente caímos na opção de avançar mais no aspecto intelectual, relegando o aspecto moral para um segundo plano, esquecendo-nos que ambos os aspectos se complementam. Kardec argumenta, falando de sua expectativa sobre o objetivo do Livro dos Espíritos: "O de guiar os homens que desejem esclarecer-se, mostrando-lhes, nestes estudos, um fim grande e sublime: o do progresso individual e social e o de lhes indicar o caminho que conduz a esse fim." ¹

Mas, então, como estudar a Doutrina Espírita? Basta pegar um livro e abrir ao acaso, lendo uma mensagem ou uma parte? Cada dia, dependendo da minha vontade, pego um livro diferente para ter mais opções de temas? Será que ao estudar, dá na mesma ler livros de mensagens, ou romances, em vez das obras básicas, por exemplo?

Kardec responde também a essas questões: "Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. (...) O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá." ¹ E continua: "Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. Que adiantará aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore? Poderá o próprio sábio, por maior que seja a sua boa-vontade, dar-lhe resposta satisfatória? A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre por isso mesmo, ininteligível, ou parecerá absurda e contraditória."

É por isso que às vezes temos a sensação de que nos falta algum pedacinho para compreendermos melhor este ou aquele conceito. Assistir palestras é muito bom, importante para chamar nossa atenção para diferentes aspectos. Mas elas não substituem um estudo organizado, sistemático, para quem quer se apropriar do corpo teórico de conhecimentos estabelecido pela Doutrina. Em Obras Póstumas, no Projeto – 1868, Kardec afirma: "Dois elementos devem contribuir para o progresso do espiritismo: o estabelecimento teórico da doutrina e os meios de popularizá-la." ² Volta a questão. Como fazer então para estudar a Doutrina Espírita? A partir das dicas de Kardec, um primeiro passo seria esquematizar o próprio tempo, para garantir continuidade. Em seguida, organizar o material, que poderia ter o próprio Livro dos Espíritos como espinha dorsal, complementado, em cada tema ou assunto, pelas outras obras básicas e também por obras subsidiárias, como as de Emmanuel e André Luiz, por exemplo. Já há alguns textos que indicam onde encontrar, cada assunto, em determinados livros espíritas. São os guias de fontes espíritas ou vade-mécuns.

Uma outra possibilidade, mais rica e produtiva, é participar de grupos de estudo voltados para esse fim. Desde com método e organização, a troca traz bons frutos, além do que o compromisso compartilhado com outros nos torna mais persistentes.

No movimento espírita muitas são as possibilidades de tais grupos, e muitas casas espíritas já desenvolvem esse trabalho, assim como já existem propostas organizadas pelos órgãos de unificação para este fim.

Aí está uma ótima oportunidade para começar um estudo sério e consistente da Doutrina Espírita.


Referências Bibliográficas:

1. KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos. Introdução

2. KARDEC, Allan, Obras Póstumas, Projeto 1868.


Fonte: Verdade e Luz, edição nº 234 Julho de 2005

COEREM 2010

O COEREM 2010, que é promovido pela Aliança Espírita acontecerá nos dias 14, 15 e 16/02/2010. Inscrições em janeiro, nas Casas Espíritas.

O evento acontecerá na Escola Estadual Três Poderes.

Federação Espírita Piauiense

A Federação Espírita Piauiense realiza, nos dias 27 a 28 de novembro, as atividades comemorativas pelos 59 anos de sua fundação.

Dentro da programação, organiza uma série de palestras com os temas: “A lei de causa e efeito na construção de um mundo melhor”, “O sentido da vida” e “O Trabalho Espírita na FEPI e os Ensinamentos de Jesus” no auditório Chico Xavier.



Semana recordando Chico Xavier

A Federação Espírita Pernambucana realiza no período de 22 a 29 de novembro uma semana de palestras intitulada “Recordando Chico Xavier”, em homenagem ao grande médium da Humanidade.

Ao longo da semana serão realizadas palestras com expositores convidados como Spencer Júnior e Sérgio Ramos.

Informações: http://federacaoespiritape.org/

Gestão de Centro Espírita

O 14º Conselho Regional da Federação Espírita Catarinense promove em Florianópolis, nos dias 28 e 29 de novembro, um Seminário sobre Assuntos Administrativos e Jurídicos. Este será desenvolvido pela equipe da Secretaria-Geral do Conselho Federativo Nacional da FEB.

Informações: fec@fec.org.br

Oficialização do dia nacional do Espiritismo

A Câmara aprovou, no dia 6 de novembro, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 291/07, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que institui 18 de abril como o Dia nacional do espiritismo.

A proposta foi aprovada com parecer favorável relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A autora do projeto lembra que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade e que os praticantes brasileiros têm realizado "obras extraordinárias no campo da assistência social", destaca a figura do médium Chico Xavier, segundo ela fundamental para a difusão do Espiritismo no Brasil.

A data escolhida é uma homenagem ao dia em que Allan Kardec lançou, em 1857, na França, O Livro dos Espíritos, marco inicial da Doutrina Espírita.

O Projeto de Lei tramita agora no Senado Federal.

A importância dos estudos doutrinários no Centro Espírita

Por: Jorge Hessen

O Centro Espírita é núcleo formador da educação moral e espiritual do homem, além de ser santuário de prece e de trabalho. “Os candidatos ao exercício mediúnico precisam estar bem conscientes de que se encontram diante de um dos mais sérios compromissos espirituais com a vida.” (1) Antes mesmo de serem inseridos nos grupos mediúnicos, que os Centros Espíritas organizam para o cumprimento dessa bela e radiosa faculdade, os médiuns devem cientificar-se, com segurança e discernimento, do que seja a Doutrina Espírita. Será que os candidatos à tarefa mediúnica conhecem os princípios fundamentais deixados por Allan Kardec nas obras basilares e nas instruções complementares? Isso equivale afirmar que se pode falar em ensino espírita, se partirmos dos seus pressupostos básicos, ou seja, do acervo que existe nos livros da Codificação.

Nosso ponto de partida, nessa discussão, tem que ser o Sábio de Lyon, pois foi ele quem sistematizou o Projeto do Paracleto e criou os termos Espiritismo e Espírita. Destarte, no “Projeto 1868”, Kardec esclarece que “um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver princípios de Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos e capazes de espalhar as idéias espíritas, além de desenvolver grande número de médiuns. “Considero esse curso de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo e sobre suas conseqüências”. (2)

O Movimento Espírita brasileiro, através da Casa-mater (FEB), criou o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita-ESDE, lançando, na década de 1980, uma campanha nacional para a adoção de um programa a ser cumprido nos Centros. Decorrido algum tempo, o ESDE não somente foi adotado com entusiasmo nas Casas Espíritas, como, atualmente, a FEB vem propondo um estudo mais aprofundado do conteúdo Espírita. Diversas casas espíritas implantaram esse programa e constataram sua praticidade, facilitando e melhorando a qualidade dos estudos. A rigor, em uma Casa Espírita equilibrada, o estudo doutrinário deve ter prioridade número UM. Essa é a ÚNICA forma de os grupos espíritas funcionarem de forma harmônica. O estudo sério não pode ser feito, proveitosamente, senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado satisfatório e, consequentemente, equilibrado. Quem se dispõe a dominar uma Ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo básico e seguindo o seu encadeamento de idéias. O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dê. Acontece o mesmo em nossas relações com os Espíritos. Se desejamos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher professores e trabalhar com assiduidade”.(3)

Na Pátria do Evangelho, um grande impulso para os bons estudos doutrinários aconteceu com o aparecimento do médium Chico Xavier, onde destacamos, em meados do século passado, os 16 livros da série "A Vida no Mundo Espiritual". Pois é! André Luiz não deve ser apenas lido. Para um melhor aprendizado, suas obras devem ser estudadas em profundidade. Não podemos deixar de mencionar, também, as contribuições valiosas de Yvonne A. Pereira, Pedro Franco Barbosa, Deolindo Amorim, Divaldo Franco, Francisco Thiesen e Juvanir Borges.

O Espírito Emmanuel define o Centro Espírita como a universidade da alma, o que nos leva a refletir que a atitude, tanto de quem ensina como de quem aprende, deve ser a de formar almas compenetradas de suas responsabilidades perante si mesmo e perante os outros. Os coordenadores dos cursos doutrinários devem evitar, a todo custo, o autoritarismo. Não pode dizer ao aprendiz: “Você é médium e tem que desenvolver a mediunidade”; nada mais ridículo que isso. Desenvolver a mediunidade não é receber Espíritos; é estar cada vez mais em sintonia com os bons Espíritos que nos acompanham, e para que isso aconteça, os médiuns têm que primar pela boa conduta, aprimorando-se moralmente.

Lembra o Espírito Verdade: “Espíritas: amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo”.(4) Entretanto, a obrigatoriedade pelo estudo deve ser relativizado , pois muitos confrades não sabem ler e nem escrever. A relação ensino-aprendizagem é de grande utilidade, tanto para o educador como para o educando. Contudo, não transformemos o ensino-aprendizagem doutrinário em um acúmulo de informações e raciocínios, sem qualquer vínculo com as necessidades prementes do Espírito imortal.

Estudar Espiritismo requer atenção contínua, observação profunda e, sobretudo, como, aliás, todas as ciências humanas, a continuidade e a perseverança. Necessitamos de anos para fazer um médico medíocre e três quartas partes da vida para fazer um sábio, mas muitos querem obter, em algumas horas, a Ciência do infinito! Que ninguém, portanto, se iluda: “O estudo do Espiritismo é imenso; liga-se a todas as questões metafísicas e de ordem social; é todo um mundo que se abre diante de nós. Será de espantar que exija tempo, e muito tempo, para a sua realização?” (5) Os Centros, normalmente, adotam cursos ditos “básicos”, com dois anos ou três de duração. Na esmagadora maioria deles, a carga horária média semanal é de uma hora e meia, perfazendo seis horas por mês. Levando-se em conta que metade dos meses de dezembro e fevereiro, e os meses inteiros de janeiro e julho são destinados às férias, temos nove meses de efetivo curso, o que equivale a 54 horas por ano. “Mas os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler, necessariamente, tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Neste particular, não indicamos nem criticamos nenhuma obra, pois não queremos influir em nada na opinião que se possa formar”. (6)

Há aqueles que crêem, unicamente, no trabalho de assistência social para ser considerado um respeitável espírita e um bom médium. Porém, vale refletir o seguinte trecho da obra “Paulo e Estêvão”: Há dois mil anos Paulo diz: “É justo não esquecer os grandes serviços da igreja de Jerusalém aos pobres e aos necessitados, e creio mesmo que a assistência piedosa dos seus trabalhos tem sido, muitas vezes, sua tábua de salvação. Existem, porém, outros setores de atividade, outros horizontes essenciais. Poderemos atender a muitos pobres, ofertar um leito de repouso aos mais infelizes; mas sempre houve e haverá corpos enfermos e cansados, na Terra. Na tarefa cristã, semelhante esforço não poderá ser esquecido, mas a iluminação do espírito deve estar em primeiro lugar. Se o homem trouxesse o Cristo no íntimo, o quadro das necessidades seria completamente modificado”.(7) (grifei). Os Benfeitores reenfatizam o impositivo do estudo, a fim de que a luz do entendimento nos ensine a caminhar com segurança e a viver proveitosamente. Eles estabelecem o confronto entre a fome e a ignorância – dois dos grandes flagelos da Humanidade. Qualquer pessoa pode atender à fome. Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a ignorância. Para sanar a fome, basta estender o pão. Para extinguir a ignorância é indispensável fazer luz.



Fontes:

(1) Francisco Cândido Xavier. Lições de Sabedoria. São Paulo: Editora Jornalística Fé, 1997, p.140

(2) Kardec, Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000, p. 342

(3) Kardec, Allan. “O Livro dos Espíritos”, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2002, Introdução, cap. VIII – Perseverança e seriedade.

(4) Kardec, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1999, cap. VI – O Cristo Consolador, Espírito de Verdade.

(5) Kardec, Allan. “O Livro dos Espíritos”, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2002, Introdução, cap. XIII – As divergências de linguagem.

(6) Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns”, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1996, 1ª parte, cap III – Método, item 35

(7) Xavier, Francisco Cândido. Paulo e Estêvão, Ditado pelo Espirito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1978, pág 326

3º Congresso Espírita Brasileiro

Restam poucas vagas para o 3º Congresso Espírita Brasileiro que será realizado nos salões e auditórios do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).

Mais de 2.800 pessoas já se inscreveram para participar do projeto que contará com apresentações de grandes palestras, mostras de arte e músicos com o intuito de celebrar a vida e a obra de Chico Xavier.

O auditório principal já está lotado, não havendo mais possibilidade de inscrição. Porém, os demais auditórios, com 2.700 assentos juntos e somente com telões, ainda estão com vagas.

O Congresso ocorre no mesmo ano das comemorações dos 50 anos de Brasília e faz parte da programação oficial deste grande evento. Lembramos, com isso, que é importante que sejam feitas reservas em hotéis e em voos com atencedência, devido ao grande número de visitantes à cidade.

As inscrições no Congresso podem ser feitas pelo site www.100anoschicoxavier.com.br

A TVCEI está na CLARO!

Mais um grande passo na divulgação da Doutrina Espírita. A TVCEI disponibiliza vídeos espíritas para dispositivos portáteis (smartphones) para clientes da operadora Claro. É uma modalidade conhecida como "video on demand", onde o usuário escolhe quando e onde quer assistir, acessando diretamente os temas de seu interesse.

Clientes da Claro podem acessar pelo celular os vídeos com temáticas espíritas através do serviço MINHA TV* ou através do site www.claroideias.com.br

*REQUER CONEXÃO 3G. CONTEÚDO DISPONÍVEL NO CANAL "RELIGIÃO".

Filme "Nosso Lar"