As consequências físicas e espirituais do uso da maconha


 O Consolador

Trinta anos atrás, no livro Nas Fronteiras da Loucura, psicografado por Divaldo Franco e publicado em 1982, seu autor, Manoel Philomeno de Miranda, deu-nos a conhecer como os mentores espirituais avaliam o efeito da maconha e outras drogas.

Conforme relatado no cap. 11 do livro citado, D. Ruth – a avó desencarnada do jovem Fábio – não entendia por que, havendo tentado comunicar-se psiquicamente com o rapaz, sua tentativa fora infrutífera. Dr. Bezerra de Menezes explicou-lhe por que isso se deu.

Vejamos, porém, primeiramente, o que o conhecido médico disse a respeito do assunto: "As drogas liberam componentes tóxicos que impregnam as delicadas engrenagens do perispírito, atingindo-o por largo tempo. Muitas vezes, esse modelador de formas imprime nas futuras organizações biológicas lesões e mutilações que são o resultado dos tóxicos de que se encharcou em existência pregressa".

Na sequência, Dr. Bezerra explicou que a dependência gerada pelas drogas desarticula o discernimento e interrompe os comandos do centro da vontade, tornando seus usuários verdadeiros farrapos humanos, que abdicam de tudo por uma dose, até à consumpção total, que prossegue, no entanto, depois da morte. "Além de facilitar obsessões cruéis – acrescentou o Mentor –, atingem os mecanismos da memória, bloqueando os seus arquivos e se imiscuem nas sinapses cerebrais, respondendo por danos irreparáveis. A seu turno, o Espírito regista as suas emanações, através da organização perispiritual, dementando-se sob a sua ação corrosiva."

Fábio, o neto da irmã Ruth, depois de passar pela experiência do uso da maconha, experimentava então anfetaminas perigosas, o que lhe produziu, inicialmente, estímulo e, logo depois, entorpecimento. "Eis por que não sintonizou com a interferência psíquica da irmã Ruth."

Lembramo-nos da lição ora relatada ao lermos a reportagem assinada por Adriana Dias Lopes sobre o tema maconha, destaque da edição de 31 de outubro deste ano da revista VEJA, que dedicou ao assunto as págs. 92 a 100, sob o título “Maconha faz mal, sim”.

A reportagem, embasada em números impressionantes e depoimentos de cientistas e especialistas na matéria, pulverizou o conhecido e antigo argumento dos defensores do uso da maconha, segundo o qual a droga seria menos prejudicial do que o tabaco.

A maconha – informa a aludida reportagem – interfere nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais, tal como Dr. Bezerra de Menezes dissera 30 anos atrás.

Conforme a reportagem publicada por VEJA, encontram-se cientificamente comprovados, no tocante ao consumo da maconha, os seguintes efeitos:

– seus usuários têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;
– eles têm também duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;
– é neles 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;
– o risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;
– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;
– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;
– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;
– têm eles oito pontos a menos nos testes de QI;
– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade.

As conclusões da reportagem têm para nós, espíritas, um duplo significado.

Primeiro, porque confirmam que em muitos casos, como este especificamente, os benfeitores espirituais têm-se antecipado às revelações científicas, o que demonstra a seriedade das obras mediúnicas psicografadas por médiuns idôneos.

Segundo, porque comprovam a exatidão do entendimento adotado pelos médicos espíritas na Carta de princípios firmada no dia 25 de junho de 2011 na capital mineira.



10 comentários:

Anônimo disse...

Concordo plenamente,e os usuários depois de muito usar tornan-Se agressivos, intolerantes, falo porque tenho na família.

Anônimo disse...

Muito triste isso, também em tão linda, estou com um caso na minha família, é tão doloroso ver uma jovem tão linda, culta, educada, que teve uma família e uma educação religiosa ter mudado de um extremo ao outro chocando a nós todos..triste :(

Daniel Barbosa disse...

Reconhecer efeitos maléficos do álcool ou qualquer outra droga não corrobora a insana e infrutífera guerra que nosso país vem mantendo ao tráfico ilegal, ceifando vidas principalmente dos mais jovens. Justamente porque depende do livre arbítrio é que devemos ter um posicionamento de educação e orientação e não de repressão autoritária. Creio que os irmãos precisam avaliar mais racionalmente o tema, sem essa visão preconceituosa que só reforça a tragédia da ilegalidade.

Anônimo disse...

Os estados científicos, e a espiritualidade nos mostram os malefícios das drogas, mas as famílias ainda não se conscientizaram que elas são os maiores responsáveis na prevenção. Estão preocupados com o ter e não com o ser. Tem filhos mas não os orientam através do diálogo, carinho e amor.

JlLuiz PLeite disse...

Concordo com a matéria mas, gostaria de saber a respeito do uso da maconha em pacientes com problemas de convulsões que mostram bons resultados. Obrigado.

Aninha disse...

Concordo com Daniel Barbosa. O preconceito e a forma como essas dogmas são tratadas só geram violência e mortes. Existem tribos indígenas e algumas religiões que fazem uso de alucinógenos, culturalmente. A Canabis tem elementos benéficos para a medicina e a proibição atrapalha os estudos. Alguns países legalizaram. A discussão sobre esse assunto deve ser vanguardista e não usar argumentos de décadas atrás. Educar sempre faz mais efeito. O álcool é uma droga liberada e por isso podemos falar mais claramente sobre seu consumo. Uma taça de vinho faz bem, uma garrafa faz mal. Tudo depende do livre arbítrio. O importante é saber o seu limite.

Paulo Roberto de Araújo Carvalho disse...

Eu preciso para de fumar cigarro de canela e cravo. Pois seu que não faz bem. Porém quando fiz uma cirurgia espiritual no Tupyara quem me opeou foi o Dr. Carlos Chagas. Após um cheu-up para fazer a cirurgia da hérnia ingnal bilateral.O ecocargiograma constatou que nunca tive infarto. Rx de pulmão apareceu que houve um remodelamento de asma moderada para asma leve. A cirurgia espiritual. as relações com as pessoas ficam mais serena e muito amigável.

Anônimo disse...

Tbem tive uma amiga que era uma pessoa maravilhosa, que depois que se viciou pesado em maconha virou outra pessoa, ficou agressiva, sem respeito e grosseira com os outros, fazendo coisas que não condiziam com sua personalidade verdadeira..Amizade perdida, lamentável!;-(

Luanna Abrantes disse...

Adorei o comentariooo palavras bem colocadas

Anônimo disse...

Sou apreciador!
Nunca me atrapalhou em nada!
Não afeta minha memória, desculpa esqueci o que estava escrevendo...