Entrevista com Bernardo Dugin, intérprete do Luiz Sérgio em DEIXE-ME VIVER

Equipe Letra Espírita

Em 2016 foi lançado o filme espírita baseado na obra do Espírito Luiz Sérgio, psicografada pela médium Irene Pacheco. Trata-se de "Deixe-me Viver", um dos mais populares romances espíritas. 

O livro relata de forma clara e objetiva o tormento que passa um abortado e as consequências desastrosas para os que praticam o aborto, seja na qualidade de pacientes, indutores, executantes e/ou equipes participantes deste ato.

O protagonista da história, Luiz Sérgio, será interpretado por Bernardo Dugin, que concedeu uma entrevista à Equipe Letra Espírita e contou um pouco a respeito da sua carreira e sobre a a experiência de gravar o filme espírita em questão. Confira:   

1 – Bernardo nos fale um pouco sobre você e a respeito da sua trajetória profissional, de como encontrou o Teatro, o Cinema, a TV e a forma como isso influenciou a sua vida?

R: Não consigo enxergar a minha vida separada da arte. Quando criança eu já brincava com meus primos e irmão de fazer peças e apresentar para a família. Era uma brincadeira, mas levava a sério. Queria dar o meu melhor. Aos 12 anos entrei no Teatro Amador do Colégio Anchieta (TACA), em Nova Friburgo. – cidade onde nasci. Lá eu me sentia um verdadeiro artista. Nossas peças eram apresentadas num teatro lindo, tombado pelo Patrimônio Histórico, de 600 lugares, com plateia lotada sempre. Aos 18 me mudei para o Rio para cursar Jornalismo na PUC e aprimorar meus estudos no teatro. Fiz Tablado e virei assistente da Sura Berditchevsky, uma atriz e diretora fantástica, com quem aprendi a dar aulas e a produzir meus próprios espetáculos. Fiz cursos de interpretação para TV, onde gravei um monólogo como conclusão e postei no Youtube. Para minha surpresa o vídeo viralizou. Foi através dele que o diretor Clóvis Vieira (Deixe-me Viver) me achou e ainda recebi o convite de um produtor de elenco da Globo para fazer meu cadastro na emissora. Se quiserem assistir, é só digitar “Amor, tô fora – Bernardo Dugin”.

2 - As produções com teor espírita estão em alta na atualidade, a começar pelas telenovelas e, de uns anos pra cá, com filmes. O que você acha da popularização deste gênero?

R: Acho ótimo. É um tema instigante e ao mesmo tempo confortador. Com a popularização do gênero muitas pessoas encontram paz e respostas para seus conflitos. Por mais que tenham outra religião, acho que se sentem bem assistindo. 
 
3 - Como surgiu a oportunidade de representar o Luiz Sérgio no cinema?

R: Veio através de um monólogo que postei no Youtube. O Clovis assistiu, me mandou um e-mail e disse que eu nem precisava fazer teste para ser o protagonista. No começo estranhei, mas depois vi que o e-mail era real, que era o Clóvis mesmo me escrevendo e o filme ia acontecer. Acho que naquele primeiro contato eu não tinha dimensão da importância de dar vida ao Luiz Sérgio. Que bom que ele veio até mim.

4 - O que mais te marcou durante as gravações do filme “Deixe-me Viver”? Qual foi a cena mais emocionante?  

R: Caramba. Pergunta difícil essa. O que mais me marcou foi a entrega do elenco e da equipe. Creio que estávamos ali por algum propósito. Esse encontro não foi em vão. Nos emocionávamos a cada cena gravada. A cada conversa fora do set... e ríamos como crianças. Estávamos felizes de estar juntos. Uma das cenas mais emocionantes que gravei foi em um centro espírita, com figurantes espíritas. A entrega deles na gravação foi algo impressionante. Saí de lá diferente e com muita vontade de chorar. E chorei, sem explicação... junto com a produtora Cris.

5 - O diretor Clóvis foi só elogio a sua atuação em entrevista recente sobre o filme. De acordo com ele, você se encaixou perfeitamente no personagem, com carisma, um toque de humor, mas sério e responsável no momento certo, finalizou afirmando que você foi um grande achado. Como é para você saber que conseguiu realizar este trabalho de grande responsabilidade, superando todas as expectativas?

R: Só consegui realizar este trabalho porque não ficava pensando na responsabilidade que eu tinha. Eu prestava muita atenção nas orientações do Clovis. Conversávamos muito antes de gravar e ele já sabia o que queria de cada cena. Isso é fantástico pois nos passava segurança e norteava nossa interpretação. Ensaiamos muito também. Ah, e o toque de humor faz parte da minha personalidade. Eu queria descontrair o set, sem perder a seriedade. Acho que deu certo.

6 - Qual era sua relação com a Doutrina Espírita antes de começar a trabalhar no filme?

R: Sempre simpatizei e fui curioso. Mas conhecia muito pouco. Conversava bastante com a Verenice, uma moça que nos auxilia nos serviços de casa. Ela é médium e trabalha em Centros do Rio. E sempre chegava aqui com histórias e ensinamentos.

7 - Você acredita nos princípios do Espiritismo (reencarnação, vida após a morte, mediunidade)?

R: Desde criança acreditei, apesar de estudar em escola católica e minha formação ser toda por lá. Só ficava um pouco confuso no quesito reencarnação e fazia algumas perguntas inocentes do tipo: como a população mundial aumenta? Tem fila de espera? Ainda preciso estudar mais. Mas em vida após a morte e mediunidade sempre acreditei sem nem contestar.

8 - O livro que deu origem ao filme é um romance espírita extremamente popular e por isso o filme está sendo gerando muita expectativa, principalmente em quem já leu a obra. Em sua opinião, isso aumentou a responsabilidade dos atores e da produção?

R: Sem dúvidas gera uma expectativa maior em relação ao filme. É claro que o cinema tem uma linguagem diferente de um livro. A começar pela imagem. Mas estávamos bem cercados. Recebemos muitas orientações e fizemos com muito carinho. Vocês vão sentir isso quando forem ao cinema. 

9 - Luiz Sérgio além de ser o personagem central, é autor da história. Como você realizou a construção do personagem?

R: Usei a minha experiência pessoal (por ser quase leigo na doutrina) para compor o Luiz Sérgio. Depois de desencarnado ele ia aprendendo tudo com seus mentores e eu, Bernardo, ia aprendendo junto. Acho que a curiosidade, a inocência e o toque de humor ajudaram na construção.

10 - Você teve curiosidade de ler o livro ou de pesquisar sobre o Luiz Sérgio?

R: Tive curiosidade sim, mas por orientação do diretor não li o livro. Ele queria que eu focasse no roteiro. Enchi o Clovis de perguntas e assim fomos construindo uma linha para o nosso Luiz Sérgio. Vi fotos dele e somos fisicamente diferentes. Mas o diretor queria buscar a essência. Fiquei feliz quando, numa gravação, uma figurante e fã do Luiz Sérgio (ela já leu vários livros dele), veio até mim e disse que eu era literalmente o Luiz. Me abraçou e pediu uma foto. Ali foi um momento de “ufa, estou no caminho certo”.

11 - O tema central da história é o aborto, um assunto bastante polêmico e que tem gerado muitos debates em nossa sociedade atualmente. Que tipo de reflexão você espera que o filme leve ao público?

R: Espero que o filme transmita uma reflexão de amor. De amor pela vida. Uma criança que vem ao mundo deveria ser motivo de felicidade e não de tristeza.

12 - Qual a sua opinião sobre o aborto? Por que?

R: Imagino que para uma mulher cometer um aborto é porque ela está desesperada e precisa de ajuda. Sempre que ouço histórias de pessoas que pensam em abortar eu tento reverter essa situação dizendo que uma criança não pode significar morte e sim vida. Ela será a alegria da casa, modificará as vidas ao redor. E não veio em vão.

13 - Há algum tempo estão finalizadas as gravações do filme “Deixe-me Viver”. Após o término das filmagens você atuou na novela “Em Família”, lançou o curta “s2” e está em cartaz no teatro com a peça “Godspell”. Poderia falar um pouco sobre estas outras experiências profissionais?


R: A experiência na novela foi incrível. Aprender com grandes nomes, dar vida a um personagem do Manoel Carlos e receber o carinho do público quase que instantâneo é demais. Foi um sonho de infância. Já já quero fazer outra. Agora estou em cartaz com o musical Godspell, uma adaptação da Broadway que exige muita disciplina e dedicação. São 2h15 em cena, cantando, dançando e atuando. Mais do que nunca é preciso estar com corpo e mente sãos. Com o filme S2 fomos para o Festival de Gramado e a próxima parada é o Festival Internacional de Milão, em novembro. Em janeiro rodo outro longa que não posso dar mais detalhes e, claro, estou muito ansioso para a estreia de Deixe-me Viver.

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O filme foi lançado em outubro de 2016 pela rede de cinemas Cinépolis, Cine A, GNC Cinemas e UCI. Em dezembro o filme chega a novas redes de cinemas como a Kinoplex.  

Assista ao trailer oficial do filme: Clique aqui e assista ao Trailer Oficial do filme Deixe-me Viver

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3 comentários:

Isabela Niella disse...

Tomara que vire uma série com todos os livros do Luiz Sérgio

PRISCILA GUEDES disse...

gostaria de saber como faço pra asistir esse filme on line ,ja faz alguns meses que procuro por esse filme e ñ encontro..

fatimadanatura disse...

Parabéns, Bernardo Dugin! Você é uma pessoa muito linda! Aguardo a estreia ansiosamente!